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O Flamengo retorna ao campo na próxima quarta-feira (31), quando enfrenta o Palmeiras no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. A partida será realizada no Maracanã, e o Mais Querido já alcançou a marca de mais de 55 mil ingressos vendidos antecipadamente.
De acordo com o jornalista Gabriel Reis, a torcida rubro-negra esgotou as entradas para os setores Norte, Leste Inferior, Leste Superior e Oeste Inferior. Restam apenas bilhetes disponíveis para o Setor Sul e para o Maracanã Mais.
PREÇOS DOS INGRESSOS
Os valores dos ingressos variam conforme o plano de sócio-torcedor e a localização no estádio. Para o público geral, os preços vão de R$ 90 (inteira) a R$ 700 (inteira).
EXPECTATIVA PARA O DUELO
A expectativa é que as entradas restantes esgotem em breve e mais de 60 mil rubro-negros estejam no Maracanã para empurrar o Flamengo na partida. Jogo que vai quebrar o recorde de público da Copa do Brasil 2024.
Os 48 mil ingressos vendidos até a manhã desta segunda-feira (29) já garantem o recorde do torneio. A marca atualmente pertence ao jogo Corinthians x América-RN na terceira fase, que contou com 39.355 presentes (39.108 pagantes) na Neo Química Arena.
Twitter: @pabloraphaelrua
Com uma vasta experiência no futebol, Boto compartilha detalhes sobre sua trajetória no esporte e como foi sua chegada no Flamengo
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A primeira contratação desde que Bap assumiu a presidência do Flamengo foi a do diretor de futebol José Boto. O português chegou ao Rio de Janeiro em 28 de dezembro de 2024, quando assinou o contrato com o rubro-negro. Desde então, tem feito um trabalho elogiado pela direção e pelos torcedores.
Em entrevista ao "Mengocast" da FlamengoTv, o diretor de futebol rubro-negro falou sobre a dificuldade de encontrar jogadores "diferentes" no futebol brasileiro, em comparação com o futebol internacional, que segundo Boto, tem tido mais opções.
"Isso é preocupante"
"Hoje em dia, encontrar jogadores com um estilo diferente do que se vê na Europa tem se tornado cada vez mais raro aqui no Brasil. E, sinceramente? Isso é preocupante. A diversidade e criatividade que sempre marcaram o nosso futebol estão se perdendo, e isso afeta diretamente a identidade do jogo brasileiro", disse o português.
Afim de complementar sua fala, Boto acrescentou, fazendo um paralelo com os times campeões do próprio Flamengo. Para o diretor de futebol rubro-negro, é necessário resgatar esse estilo nos jogadores, principalmente do país.
"Se a gente olhar para trás, para aquele Flamengo campeão do mundo, era um time técnico, dominante, protagonista. E é justamente esse espírito que a gente está tentando resgatar: um futebol competitivo, vibrante, que represente a paixão do torcedor dentro e fora dos estádios. E quer saber? A Série A do Brasileirão não fica devendo nada à Premier League quando o assunto é emoção e atmosfera nos jogos", finalizou.
PRÓXIMO COMPROMISSO DO FLAMENGO
Enquanto José Boto segue cuidando dos bastidores e contratações do Flamengo, o time comandado por Filipe Luís se prepara para o próximo compromisso da temporada. Isso porque, o rubro-negro enfrenta o Vitória, no domingo (06), pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. As equipes medem forças no Barradão, em Salvador, na Bahia, às 18h30 (horário de Brasília).
O Dir. de Futebol do Mais Querido abriu o jogo e contabilizou todos os prós e contras de Filipe Luis na margem de Jorge Jesus
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O início da trajetória de Filipe Luís como treinador no Flamengo tem empolgado não apenas a torcida, mas também quem vive o dia a dia do clube. José Boto, diretor técnico do Rubro-Negro, participou do MengoCast nesta sexta-feira (4) e revelou bastidores da parceria com o ex-lateral, além de elogiar abertamente sua visão de futebol.
Um dos trechos que mais chamou atenção na entrevista foi a comparação entre Filipe Luís e Jorge Jesus. Os dois trabalharam juntos no Benfica e, segundo Boto, há muitas semelhanças entre eles. “Os dois vivem o futebol intensamente, quase 24 horas por dia. Essa paixão é algo que os une naturalmente”, disse. Apesar disso, o diretor faz questão de pontuar as diferenças e revela preferência por algumas ideias do novo técnico.
"O Filipe Luís é muito inquieto, do ponto de vista do conhecimento. - disse Boto
Mesmo com o carinho pelo trabalho de Jorge Jesus, José Boto afirma se identificar mais com a maneira como Filipe Luís organiza seu time. “Gosto mais da forma como ele propõe o jogo, principalmente no ataque. Ele controla melhor a partida, é mais paciente na construção”, explicou. Para o dirigente, essas nuances fazem com que o CRF tenha uma identidade própria e moderna com o novo comandante.
Apesar da afinidade, divergências de ideias acontecem — e, para Boto, isso é extremamente saudável. “Quando a gente discorda, somos obrigados a explicar melhor nosso ponto de vista. Isso eleva o debate, faz todo mundo crescer. É algo que vejo como positivo”, avaliou. Segundo ele, é com Filipe que teve a melhor conexão entre todos os treinadores com quem já trabalhou.
A boa convivência entre os dois se explica, segundo Boto, pela semelhança na forma de pensar o futebol. “O jeito como vemos o jogo, o treino, o comportamento dos atletas… é tudo muito parecido. Isso facilita bastante. Não precisa nem explicar tanto: a gente se entende rápido”, revelou o dirigente, mostrando como a sintonia entre comissão técnica e diretoria vem sendo essencial na nova fase do clube.
Diretor técnico do Flamengo detalha mudanças na formação de jovens atletas e busca por um perfil mais técnico e veloz, alinhado com a identidade do clube
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"O trabalho na base é menos visível a curto prazo. - disse José Boto
Segundo Boto, sua primeira medida foi alterar o critério de seleção dos jovens atletas que ingressam no Mais Querido. O diretor técnico reforçou que, historicamente, jogadores de características físicas eram priorizados, mas isso não necessariamente se traduzia em sucesso no profissional. "O trabalho na base leva tempo para mostrar resultados. Minha primeira grande ação foi mudar o perfil do jogador que entra no clube. Antes, se apostava muito em atletas fisicamente mais fortes, mas que, ao chegar no profissional, encontravam dificuldades. O que buscamos é um perfil técnico, rápido e que goste de ficar com a bola", explicou Boto.
O dirigente ressaltou que, embora as conquistas sejam importantes, o foco principal precisa ser a formação de atletas prontos para o time profissional. A urgência por títulos nas categorias inferiores, segundo ele, acabava favorecendo jogadores que, por estarem mais maturados fisicamente, tinham vantagens nos torneios de base, mas nem sempre se encaixavam no time principal.
"Ganhar é importante, mas não pode ser o objetivo principal da base. Priorizar atletas mais maturados fisicamente para vencer campeonatos é um erro. A vitória deve ser uma consequência do trabalho bem feito na formação de jogadores", pontuou. A mudança de perfil dos jogadores de base pode ter um impacto direto no elenco principal do CRF. Boto acredita que, com essa reformulação, mais atletas estarão prontos para integrar a equipe de cima e contribuir imediatamente.
"Não são todos que chegarão ao profissional, mas se conseguirmos formar um ou dois jogadores prontos por geração, já será um grande avanço. Além disso, aqueles que não forem aproveitados podem render bons valores ao clube em transferências", afirmou. Boto também destacou que a parte psicológica é um dos grandes desafios para os jovens talentos. Para ele, muitos jogadores da base são tratados como "estrelas" antes mesmo de conquistarem espaço no profissional, o que pode prejudicar seu desenvolvimento.