Futebol
19 Out 2024 | 09:46 |
Nesta sexta-feira, em entrevista coletiva, o presidente do Vitória, que briga para continuar na série A do Campeonato Brasileiro, Fábio Mota, comentou sobre a ausência de fair play financeiro no Brasil e fez duras críticas ao Corinthians, que tem dívidas com alguns clubes, sendo o Flamengo um dos credores.
“[Clubes com] investimento muito maior, que continuam contratando sem pagar ninguém. Não têm fair play no Brasil. O Corinthians contratou jogador para pagar R$ 3 milhões por mês, brigando com a gente cabeça a cabeça. Enquanto isso, não consegue pagar o salário do mês e deve mais de R$ 2,5 bilhões. Isso é o futebol brasileiro, essa loucura tem que acabar“, iniciou o dirigente.
Fábio Mota afirmou que a ausência de investidores no futebol brasileiro está diretamente relacionada à impunidade em relação às atitudes do Corinthians e de outros clubes que não sanam suas dívidas.
“Tem que ser responsabilizado. Tudo no Brasil tem lei, o futebol não é assim. Ou muda isso ou o futebol brasileiro vai ficar cada vez descredenciado para o mundo. Uma das razões para ter poucos investidores no futebol brasileiro é isso”, disse o presidente do Vitória.
Presidente do Flamengo comentou sobre possível venda de Hugo Souza ao Corinthians: ‘vão ter que pagar’
Em evento de lançamento da candidatura de Rodrigo Dunshee, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, que apoia o candidato, comentou sobre as tratativas com o Corinthians sobre Hugo Souza. O dirigente deixou claro que o Rubro-Negro não abrirá mão de receber a multa de R$ 500 mil para que o time paulista escale o goleiro.
No dia 10 de outubro, o Corinthians formalizou a opção de compra por Hugo Souza, que pertence ao Flamengo. O Rubro-Negro recusou a fiadora proposta pelo time paulista, a Brax, pois, segundo o Mais Querido, o contrato já tinha sido comprometido.
No contrato de venda do lateral Matheuzinho, a Brax foi escolhida como garantia para o negócio. No entanto, o Corinthians tem parcelas atrasadas e segue devendo o Flamengo. Landim comentou sobre o assunto e foi direto ao falar sobre a situação envolvendo Hugo Souza.
“O Flamengo tem um contrato, e o contrato é claro. Enquanto ele é emprestado, até o final do ano por empréstimo… tem uma cláusula especial, que, quando joga contra nós, precisa pagar um valor adicional. Se quiserem comprar o jogador, depositem na conta e comprem o jogador. Simples assim. Vamos aguardar. Mas vão ter que pagar. Teve o problema do Matheuzinho. A gente quer que eles paguem. Se pagar, está tudo certo, o Flamengo vai honrar o compromisso com o Corinthians. Mas precisam pagar”, disse Landim à TNT.
Mengão adotou postura rígida no último dia da janela de transferências e pensou envolver Gonzalo Plata em troca por jogador do Cruzeiro
27 Mar 2026 | 20:30 |
O fechamento da janela de transferências nacional, nesta sexta-feira (27), transcorre com definições estratégicas nos bastidores do Ninho do Urubu. Apesar das recentes especulações, o Flamengo decidiu não avançar na liberação do atacante Gonzalo Plata para o Cruzeiro.
O impasse ocorreu após a equipe mineira recusar a inclusão do lateral-esquerdo Kaiki Bruno como moeda de troca na transação, frustrando os planos da diretoria rubro-negra de reforçar o setor defensivo em contrapartida à saída do setor ofensivo.
A postura do Flamengo reflete uma nova diretriz de mercado: a priorização do ganho técnico sobre o alívio financeiro. Sem um acordo que envolvesse nomes de interesse, como o próprio Kaiki Bruno ou o centroavante Kaio Jorge, o departamento de futebol optou por encerrar as conversas.
De acordo com informações apuradas pelo jornalista Venê Casagrande, a saúde financeira do Rubro-Negro é o principal pilar que sustenta a recusa de propostas consideradas insuficientes. Fontes internas do clube foram enfáticas ao afirmar que o Flamengo "não precisa de dinheiro" no momento, o que retira a urgência de negociar atletas apenas para fazer caixa.
O entendimento da alta cúpula é de que Gonzalo Plata permanecerá integrado ao grupo, a menos que surja uma oportunidade de negócio que seja inquestionavelmente benéfica para a estrutura tática de Leonardo Jardim. Por tanto, só venderá o atleta por uma boa oferta.
A permanência de Plata, mesmo após os episódios de indisciplina e o desejo do Cruzeiro em contar com seu futebol, envia uma mensagem clara ao mercado: o Flamengo não facilitará a saída de seus ativos sem uma contrapartida à altura. O jogador agora terá o desafio de se reintegrar plenamente e buscar novamente seu espaço sob o comando de Leonardo Jardim.
Luiz Eduardo Baptista classifica a construção imediata como "suicídio esportivo" devido aos altos juros e custos bilionários
27 Mar 2026 | 19:30 |
Flamengo decidiu adotar uma postura de extrema cautela em relação ao sonho da casa própria. Em declarações recentes, o presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, descartou qualquer pressa para dar início às obras do estádio no terreno do Gasômetro.
A análise da cúpula rubro-negra indica que o panorama econômico do Brasil, marcado por taxas de juros elevadas, representa um risco excessivo para a estabilidade do clube, podendo comprometer os investimentos no futebol profissional a curto e médio prazo. A diretoria reforça que a prioridade absoluta da gestão é a responsabilidade fiscal.
Atualmente, o Flamengo desfruta de uma saúde financeira robusta, com todas as obrigações em dia e um faturamento crescente, impulsionado significativamente pelas receitas de bilheteria nas partidas realizadas no Maracanã. Para os dirigentes, acelerar um projeto desta magnitude sem um cenário favorável seria colocar em xeque a hegemonia conquistada nos últimos anos.
A viabilidade do novo estádio esbarra em números alarmantes. Estimativas internas apontam que o custo total da construção poderia ultrapassar a marca de R$ 3 bilhões. Segundo Bap, financiar uma obra desse porte sob as atuais condições de crédito do país seria um erro estratégico gravíssimo. "Fazer um estádio nessas condições é um suicídio esportivo", afirmou o mandatário.
O Mais Querido não pretende abrir mão da competitividade para realizar o projeto da arena própria de forma precoce. O presidente enfatizou que o clube só avançará quando houver segurança estrutural e financeira. "O Flamengo vai ter aquilo que puder ter no momento adequado", declarou o dirigente, sinalizando que a construção permanece nos planos, mas sem um cronograma que sacrifique o patrimônio do clube.
Atacante equatoriano vive um momento de isolamento no Ninho do Urubu, marcado por baixa integração tática e polêmicas em suas redes sociais
27 Mar 2026 | 17:59 |
A trajetória de Gonzalo Plata no Flamengo atravessa o seu período mais turbulento desde que desembarcou no Rio de Janeiro. Nos últimos dias, o distanciamento entre o atleta e a instituição tornou-se público após o jogador remover imagens com o uniforme rubro-negro de seus perfis digitais e deixar de seguir a conta oficial do clube.
Internamente, o cenário é de reavaliação. Se antes Plata gozava de prestígio e era considerado uma peça de confiança sob a gestão de Filipe Luís, a mudança no comando técnico alterou drasticamente sua hierarquia no elenco. Para recuperar o protagonismo perdido, o equatoriano agora enfrenta o desafio de alinhar seu comportamento extracampo às novas diretrizes de disciplina e alto rendimento impostas pelo Jardim.
A atitude gerou uma onda de reprovação entre os torcedores e atraiu críticas contundentes de Ronaldo Angelim, ex-zagueiro e ídolo histórico da torcida, que questionou a postura do jovem atacante de 25 anos diante da grandeza do Mais Querido:
"Ei, Plata, por que tu deixou de seguir o Flamengo, cara? Faça isso não. Tá jogando no clube, deixa de seguir o clube. Nem saiu do clube ainda. Mesmo que saísse, não era para para fazer isso aí, não. Respeitar o torcedor. p****, dava tanta moral a tu, tanto valor pela entrega que você tem em campo", disse o ex-defensor antes de completar.
"Aí você faz isso aí, perdeu a moral com a gente aí. Mas é isso aí, né? Só tando aí na musiquinha aí. Eu acho que ele não fica não depois disso aí, viu? Só vai. que ele fez isso aí, a torcida vai pegar no pé. Conheço a torcida do Flamengo. Eu lembro que para mim ele já perdeu a credibilidade. Que que a torcida tem a ver com treinador aí? Treinador não te levou pro jogo. A torcida não tem culpa não, né?", concluiu o ex-zagueiro do Mengão.
As explicações para a ausência de Gonzalo Plata nos últimos jogos foram detalhadas pelo técnico Leonardo Jardim. Segundo o treinador português, o atleta enfrenta sérios obstáculos para se integrar à dinâmica coletiva e ao modelo de jogo da equipe. Jardim foi enfático ao declarar que, para atuar no Flamengo em 2026, o nível de exigência em relação à concentração e ao empenho físico é inegociável.