Futebol
02 Out 2023 | 23:45 |
Segundo o Ge, a eleição presidencial de 2024 do Flamengo, que acontece em meio a semanas de calor escaldante, recentemente ganhou destaque em uma noite memorável nesta segunda-feira. Dois personagens emblemáticos do clube, Márcio Braga e Eduardo Bandeira de Mello, se encontraram para discutir um assunto de grande relevância: o lançamento de uma chapa de oposição contra o atual presidente, Rodolfo Landim.
Curiosamente, Bandeira, que havia declarado recentemente que não tinha intenção de participar do próximo pleito, teve uma mudança de posicionamento notável. Agora, não apenas está disposto a concorrer, mas também se tornou o favorito para representar o grupo que almeja derrotar Landim. Eduardo Bandeira de Mello, que presidiu o Flamengo de 2013 a 2018, ingressou no clube ao lado de Wallim Vasconcellos e Rodolfo Landim, que eram os candidatos a presidente e vice-geral nas eleições de 2012.
No entanto, devido à falta de um histórico associativo ininterrupto de cinco anos, a chapa deles foi impugnada, e Bandeira e Walter D'Agostino se tornaram os representantes da Chapa Azul - Flamengo Campeão Mundial. Nos últimos meses, Bandeira vinha reiterando sua não intenção de candidatar-se à presidência, fazendo com que o nome de Flávio Willeman, vice-presidente jurídico do clube entre 2012 e 2018, emergisse como um forte candidato para representar o grupo de oposição.
Contudo, no dia 14, uma votação sobre uma emenda ao estatuto que proibia a participação de pessoas com cargos eletivos em entidades públicas nas eleições presidenciais do Flamengo causou um impasse no Conselho Deliberativo. Esta medida afetaria diretamente Eduardo Bandeira de Mello, que é deputado federal pelo PSB. Uma semana depois, o presidente do CoDe, Antônio Alcides, declarou o fim da sessão.
Enquanto Bandeira e seus apoiadores alegam que a emenda havia sido reprovada pela maioria dos presentes, o ex-presidente considerou a suspensão da votação como um "golpe". Márcio Braga, que anteriormente apoiava Landim, aos seus 87 anos, agora está ao lado de Bandeira na eleição marcada para dezembro de 2024, mas que já está em pleno andamento há muito tempo nas instalações da Gávea. Esta eleição promete ser um dos eventos mais marcantes da história recente do Flamengo.
Atacante está em fim de seu contrato com o Mengão e poderá assinar um pré-contrato a partir de julho, mas saída antes pode acontecer
20 Abr 2026 | 16:00 |
O Flamengo adota postura firme nos bastidores e não pretende facilitar uma possível saída de Everton Cebolinha ao longo da temporada. Mesmo com o contrato caminhando para a reta final, o clube entende que o atacante ainda tem papel relevante no elenco e, por isso, só aceita negociar mediante compensação financeira.
De acordo com informações divulgadas pela ESPN, a diretoria rubro-negra já deixou claro que não irá liberar o jogador gratuitamente antes do término do vínculo. Existe, sim, a possibilidade de o atleta assinar um pré-contrato com outra equipe, mas isso só teria validade para uma transferência futura, sem impacto imediato na permanência dele no elenco. Nos bastidores, o entendimento é direto: qualquer saída antecipada precisa envolver retorno financeiro. Caso contrário, o Flamengo prefere manter o jogador até o fim do contrato.
A situação ganhou repercussão após o interesse do Corinthians, que monitora o atacante como uma possível oportunidade de mercado. Ainda assim, a postura do clube carioca dificulta qualquer avanço nas negociações, especialmente no meio da temporada. Isso porque equipes interessadas precisam atender às exigências financeiras estabelecidas, o que eleva o grau de complexidade de um eventual acordo.
Internamente, Cebolinha segue sendo visto como uma peça útil, mesmo sem status de titular absoluto. A comissão técnica valoriza a profundidade do elenco, principalmente diante de um calendário exigente, com disputas simultâneas em diferentes competições. A chegada de um novo treinador não alterou esse cenário. O atacante continua nos planos e pode ganhar espaço conforme a rotação do time ao longo da temporada.
Diante desse contexto, o Flamengo mantém uma estratégia clara: preservar o elenco competitivo até o fim do ano e evitar perdas sem compensação. Assim, qualquer negociação envolvendo Cebolinha dependerá diretamente de propostas consideradas vantajosas para o clube.
Sem descanso após o triunfo sobre o Bahia, o elenco rubro-negro se reapresenta no Ninho do Urubu para focar no duelo contra o Vitória no Maracanã
20 Abr 2026 | 15:30 |
Após superar o Bahia por 2 a 0 na noite de domingo (19), em partida válida pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, o plantel do Flamengo retomou as atividades sem períodos de folga. Conforme o planejamento logístico estabelecido pelo departamento de futebol, os jogadores se reapresentaram na manhã desta segunda-feira (20) para dar início aos trabalhos visando a primeira partida oficial do clube na Copa do Brasil de 2026.
Sob as orientações do técnico Leonardo Jardim, a sessão de treinamento teve início às 10h (horário de Brasília) no Centro de Treinamento Ninho do Urubu. Enquanto os atletas que atuaram a maior parte do tempo no último confronto realizaram exercícios regenerativos, o restante do grupo participou de atividades táticas específicas no gramado.
O Mais Querido agora redireciona suas atenções para o torneio nacional de mata-mata. Na próxima quarta-feira (22), o Flamengo recebe o Vitória no Estádio do Maracanã, às 21h30 (horário de Brasília), pelo jogo de ida da quinta fase da competição. Este compromisso marca a estreia da equipe nesta edição do torneio, após a classificação direta via Libertadores.
A partida de volta, que definirá quem avança para a próxima etapa, já possui data e local confirmados: será no dia 14 de maio, no Estádio do Barradão, em Salvador. Para o duelo desta quarta, os torcedores poderão acompanhar a cobertura completa através dos canais Premiere e SporTV, que detêm os direitos de transmissão para o sistema de pay-per-view e televisão por assinatura.
O Flamengo conquistou a Copa do Brasil cinco vezes. O rubro-negro carioca é um dos maiores campeões da história do torneio, com títulos celebrados nos anos de 1990 (invicto), 2006, 2013, 2022 e 2024. Agora, a equipe se prepara conquistar o torneio nacional após 2 anos.
Meia tirou a camisa para fazer uma homenagem a Oscar Schmidt, que faleceu na última sexta-feira (17) e foi advertido pelo árbitro
20 Abr 2026 | 15:00 |
A vitória do Flamengo por 2 a 0 sobre o Bahia, no último domingo (19), no Maracanã, ficou marcada não apenas pelo resultado, mas também por um momento simbólico protagonizado por Giorgian De Arrascaeta. Autor do primeiro gol da partida, o uruguaio celebrou de forma especial ao retirar a camisa e exibir o número 14, em homenagem a Oscar Schmidt, ídolo do clube que faleceu recentemente.
O gesto emocionou torcedores do Flamengo, mas também gerou debate. Isso porque Arrascaeta acabou advertido com cartão amarelo pela arbitragem, o que dividiu opiniões entre fãs e especialistas. Muitos questionaram se, diante do contexto da homenagem, o árbitro poderia ter adotado uma postura mais flexível.
Paulo César de Oliveira sobre cartão amarelo para Arrascaeta, do Flamengo: "não cabe interpretação..."
Ex-árbitro e comentarista, Paulo César de Oliveira explicou que, apesar da nobreza do ato, a decisão foi correta do ponto de vista técnico. “A regra é muito dura para esse tipo de conduta, é textual, não cabe interpretação. Tirou a camisa, tem que receber o cartão amarelo”, afirmou. Segundo ele, trata-se de um tipo de punição em que o árbitro aplica a regra mesmo com certo constrangimento, especialmente quando o contexto envolve uma homenagem legítima.
A chamada Regra 12, estabelecida pela International Football Association Board, determina que qualquer jogador que retire a camisa durante a comemoração deve ser advertido com cartão amarelo. A norma está em vigor desde 2004 e também se aplica a situações como cobrir a cabeça com o uniforme ou utilizar máscaras. Além disso, a punição independe do desfecho do lance, ou seja, mesmo que o gol seja posteriormente anulado com auxílio do VAR, o cartão deve ser mantido.
O episódio evidencia o conflito entre emoção e regulamento no futebol. Ainda que a homenagem de Arrascaeta tenha sido amplamente reconhecida como justa e respeitosa, o árbitro não possui margem para flexibilizar a decisão. Dessa forma, o caso reforça que, dentro das quatro linhas, o cumprimento das regras segue sendo obrigatório, independentemente das circunstâncias que envolvem a jogada.