Futebol
16 Set 2024 | 10:41 |
Após o empate com o Vasco no Brasileirão, o Flamengo permanece estagnado na quarta colocação do campeonato. Apesar de ter um jogo a menos, a diferença de oito pontos para o líder Botafogo complica bastante a disputa pelo título. Para o jornalista Ricardo Perrone, essa dificuldade se deve ao que ele considera um "trabalho decepcionante" de Tite.
Embora o Flamengo ainda esteja vivo na Copa do Brasil e na Libertadores, parte da torcida vê com desconfiança um suposto "corpo mole" no Brasileirão. O clube, que liderava o campeonato até o fim do primeiro turno, sofreu uma sequência de tropeços e um início ruim no returno, o que comprometeu as chances de se manter no topo, agora ocupado por Botafogo e Palmeiras.
Segundo Perrone, o maior problema de Tite é não conseguir explorar o potencial de um elenco tão talentoso, mantendo o Flamengo competitivo em todas as competições.
“O trabalho de Tite é um dos mais decepcionantes de todo Campeonato Brasileiro. O desempenho do Flamengo, quarto colocado, está longe de ser desastroso. O problema é que também está distante do que seu encorpado elenco pode fazer. Tite não consegue tirar algo próximo do melhor que o grupo em suas mãos tem a oferecer”, opinou Ricardo Perrone.
Apesar de apontar Tite como o principal responsável pelo desempenho do Flamengo no Brasileirão, Perrone também destaca que jogadores e diretoria não estão isentos de culpa. “Obviamente, Tite não é o único responsável pelo rendimento abaixo do esperado. Jogadores e diretoria também tem boas doses de responsabilidade”, completou.
Perrone cita Fortaleza e critica falta de retorno do investimento no Flamengo
O Flamengo, um dos clubes que mais investiu no futebol brasileiro este ano, trouxe grandes reforços para o elenco, como De La Cruz, Léo Ortiz, Alcaraz, Michael e Alex Sandro. No entanto, uma série de lesões fez com que o time, que parecia tão qualificado, enfrentasse dificuldades. Para Perrone, mesmo com os desfalques, as contratações deveriam ser capazes de superar esses obstáculos.
“É preciso ser justo e lembrar da série de desfalques enfrentada pelo Rubro-Negro. Só que o elenco é suficientemente forte para encarar períodos assim”, disparou o jornalista.
Perrone ainda comparou a situação do Mengão com a do Fortaleza, um time de menor expressão e com menos investimento, que, mesmo assim, está à frente do Flamengo na tabela, embora com um jogo a mais.
“O Rubro-Negro tem quatro pontos de desvantagem sobre o Fortaleza, terceiro colocado. Vojvoda trabalha com um bom grupo de jogadores, mas a qualidade do que Tite tem a disposição é superior. O natural seriam os cariocas estarem na frente dos cearenses na classificação. O Flamengo ainda tem chance de terminar o campeonato com mais pontos do que o Fortaleza e não está fora da briga pelo título. No entanto, até aqui, seu desempenho não corresponde ao investimento feito”, finalizou.
Governo federal veta reforma tributária que daria mais benefícios fiscais a clubes associativos, como o Mengão, em comparação com aos 'clube empresas'
16 Jan 2026 | 11:53 |
Os vetos do governo federal à reforma tributária acenderam o sinal de alerta nos clubes associativos do futebol brasileiro. A partir de 2027, equipes como o Flamengo podem passar a pagar mais impostos do que as SAFs, após o Ministério da Fazenda barrar dispositivos que equiparavam a tributação entre os dois modelos.
Pelo texto originalmente aprovado no Congresso Nacional, clubes e SAFs seriam tributados em 5% sobre a receita bruta. Com os vetos, no entanto, especialistas indicam que clubes sem fins lucrativos terão uma carga total estimada em 15,6%, somando o novo imposto ao recolhimento do INSS. Já as SAFs ficariam próximas de 6% de tributação. A informação foi divulgada pelo jornalista Rodrigo Mattos, do UOL.
No caso do Flamengo, o impacto chama atenção pelo volume de arrecadação. O clube registrou cerca de R$ 2 bilhões em receita bruta em 2025, valor que serviria como base de cálculo para o novo imposto caso a regra seja mantida.
Na prática, isso representaria um pagamento aproximado de R$ 312 milhões em tributos, caso a legislação já estivesse em vigor. Internamente, dirigentes rubro-negros receberam a notícia com revolta e avaliam que o novo modelo pode exigir ajustes profundos no orçamento. Apesar do cenário, a diretoria descarta a possibilidade de transformação em SAF, mas admite que será necessário analisar os impactos financeiros caso o texto não seja modificado.
Outro ponto de preocupação envolve a tributação sobre receitas oriundas de leis de incentivo, como o programa Fla-Anjo. Atualmente, esses recursos ajudam a financiar esportes olímpicos, que já operam com déficit no clube. Com a nova regra, esses valores também passariam a ser tributados, o que pode comprometer ainda mais projetos esportivos que dependem de incentivo fiscal para sobreviver.
Além do Flamengo, o Corinthians também acompanha de perto a discussão. O clube paulista mantém estrutura associativa e possui receita anual próxima de R$ 1 bilhão, o que o coloca em situação semelhante diante das mudanças previstas.
Os vetos do governo ainda não são definitivos. O texto da reforma tributária voltará ao Congresso Nacional, que pode derrubar os vetos ou apresentar uma alternativa específica para a tributação do futebol. O deputado Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo, afirmou que ainda existem dúvidas sobre a aplicação prática da lei. Segundo ele, os clubes precisam estudar se poderão reduzir o imposto por meio de créditos tributários previstos na própria legislação. Como a nova regra só passa a valer em 2027, ainda há margem para debate e ajustes.
Em entrevista, treinador Zé Ricardo, que lançou o meia ao profissional, afasta tese de retrocesso e destaca versatilidade e maturidade do atleta de 28 anos
16 Jan 2026 | 11:05 |
Enquanto a torcida do Flamengo vive a ansiedade pela concretização daquela que pode ser a maior contratação em valores da história do futebol brasileiro, uma voz conhecida da Nação analisou o cenário. Zé Ricardo, ex-técnico rubro-negro e peça fundamental na transição de Lucas Paquetá das categorias de base para o time profissional, comentou sobre a possibilidade de repatriar o "Garoto do Ninho".
Em participação no programa "Fut&Papo", da "Lance TV", o treinador refutou veementemente a ideia de que o retorno ao Brasil significaria um passo atrás na carreira do meio-campista. Para Zé Ricardo, o Flamengo estaria, na verdade, contratando um jogador no pico de seu rendimento.
Outro ponto destacado por Zé Ricardo foi a polivalência de Lucas Paquetá, característica que foi lapidada no Flamengo e aprimorada durante sua passagem pela Europa. O treinador lembrou como utilizava o jogador em diversas funções táticas, algo que se tornaria uma marca registrada do meia na Seleção Brasileira e no futebol inglês.
"Na época em que fui treinador dele, ele jogou em quatro posições, tendo qualidade em todas. Tecnicamente sempre foi acima da média", pontuou Zé Ricardo, endossando que o retorno seria um ganho técnico imensurável para o elenco rubro-negro.
Atualmente livre no mercado após deixar o comando do Criciúma, Zé Ricardo conhece Paquetá como poucos, tendo acompanhado seu desenvolvimento desde as divisões inferiores. O técnico fez questão de ressaltar a evolução física do atleta, que superou questões de maturação da juventude para se tornar um jogador completo, preparado para ser protagonista.
"Não tenho nenhuma informação privilegiada, mas torço muito para que ele retorne. Tem apenas 28 anos, está em uma idade ótima, no ápice da forma física, técnica e emocional. Se vier, chegará no auge", avaliou o comandante ex-Flamengo.
Sem espaço com Filipe Luís, camisa 30 é alvo de gigantes do futebol brasileiro; diretoria rubro-negra aceita emprestar, mas exige que arquem com salário
16 Jan 2026 | 10:30 |
A situação do atacante Michael no Flamengo movimenta os bastidores do mercado da bola. Sem espaço no elenco comandado por Filipe Luís, o jogador de 29 anos tornou-se peça cobiçada por outras equipes da Série A. O Santos, que mantinha conversas avançadas e despontava como favorito para contar com o atleta, agora lida com a concorrência de última hora de dois rivais de peso: Corinthians e Internacional.
O interesse repentino dos clubes de São Paulo e Porto Alegre alterou o cenário da negociação, valorizando o passe do ponta, mas criando um impasse com a equipe da Vila Belmiro, que reavalia sua estratégia para ter o reforço.
A entrada de novos interessados gerou desconforto na diretoria santista. O clube, que busca montar um time competitivo para atuar ao lado de nomes como Neymar e Gabigol, comunicou que não pretende entrar em um "leilão" pelo atleta. O principal entrave nas tratativas segue sendo a questão salarial. Os vencimentos de Michael no Rubro-Negro são considerados altos para os padrões atuais do Peixe.
O Flamengo, por sua vez, adota uma postura rígida nas condições para liberar o atacante. O clube carioca aceita o modelo de empréstimo, mas exige que a equipe interessada assuma 100% dos salários, sem divisão de custos. Vale lembrar que Michael possui contrato vigente com o Mais Querido até 31 de dezembro de 2028.
A possível saída de Michael é justificada pelo seu baixo aproveitamento na temporada passada. Em 2025, o "Robozinho" entrou em campo 29 vezes, registrando apenas dois gols e quatro assistências. Na reta final do ano, o jogador perdeu prestígio com a comissão técnica, chegando a ficar fora até mesmo da lista de relacionados para algumas partidas.