Futebol
02 Mai 2024 | 22:31 |
Na tarde desta quinta-feira (02), o Flamengo oficializou um passo significativo na estruturação de sua base ao assinar contrato de formação com o talentoso meio-campista Davi Fraga, de apenas 14 anos de idade, nascido em 2010. Reconhecido como uma das grandes promessas do clube, Davi já desponta como uma figura de destaque nas categorias de base do Mengão.
A trajetória ascendente de Davi Fraga nos campos já se tornou notória. Em 2023, o jovem prodígio foi agraciado com o título de melhor jogador do Campeonato Carioca sub-13, demonstrando sua habilidade excepcional e seu talento inquestionável. Não satisfeito em apenas conquistar o cenário local, Davi alçou voos internacionais ao contribuir de maneira fundamental para a conquista do título mundial na categoria sub-14.
UMA NOVA JOIA DA BASE
A decisão do Flamengo em firmar contrato de formação com Davi Fraga ressalta não apenas o reconhecimento do potencial do jogador, mas também a estratégia do clube em investir no desenvolvimento de jovens talentos. O Mengão reafirma, assim, seu compromisso em fortalecer sua base e garantir um futuro promissor para o futebol brasileiro.
Para o próprio Davi, a assinatura deste contrato representa não apenas um marco em sua jovem carreira, mas também o início de uma jornada repleta de desafios e oportunidades. Com humildade e determinação, ele expressou sua gratidão ao Flamengo e seu compromisso em honrar a camisa rubro-negra em cada partida.
"Agradeço ao Flamengo pela confiança depositada em mim. Este contrato representa um sonho realizado, mas também uma responsabilidade ainda maior. Estou pronto para me dedicar ao máximo e contribuir para o sucesso do clube em todas as oportunidades que me forem dadas", declarou Davi Fraga.
Aproveitamento de 21% nos primeiros jogos de 2026 supera apenas a campanha de 2002; torcida protesta no Maracanã, mas comando do futebol renova confiança
06 Fev 2026 | 16:18 |
Flamengo enfrenta um começo de ano historicamente negativo em 2026. Somando as atuações do elenco principal e da equipe Sub-20, utilizada nas rodadas iniciais do Estadual, o Rubro-Negro amarga seu pior arranque de temporada em 24 anos.
Os números atuais, compostos por cinco derrotas, dois empates e apenas uma vitória em oito confrontos, resultam em um aproveitamento de 21%. No século XXI, esse desempenho só não é inferior ao registrado em 2002, quando o clube perdeu seis vezes e empatou duas no mesmo recorte de jogos.
O clima nas arquibancadas reflete os números ruins. Na última quarta-feira, antes e depois do empate com o Inter, a torcida manifestou sua insatisfação de forma contundente. Gritos exigindo "raça" e disposição ecoaram no estádio, culminando em vaias após o apito final.
Apesar da pressão externa, a diretoria do Flamengo mantém a convicção no trabalho da comissão técnica. Internamente, o respaldo a Filipe Luís segue inabalável. O treinador, que acumula cinco taças desde que assumiu o cargo em 2024, teve seu contrato renovado recentemente até o fim de 2027. A cúpula do futebol entende que os resultados virão com a evolução física e o entrosamento natural ao longo das competições.
A queda de rendimento do Flamengo é brusca quando comparada aos anos anteriores. Em 2025 e 2024, por exemplo, o aproveitamento nos oito primeiros jogos foi de 67% e 75%, respectivamente. A atual temporada quebra uma longa sequência de inícios estáveis, trazendo à tona questionamentos sobre o planejamento e a execução dentro de campo.
Volante é dos jogadores do Mengão em melhor forma física do no momento e Filipe Luís admite necessidade de tratá-lo com mais ‘justiça’
06 Fev 2026 | 16:00 |
Em meio a um início de temporada irregular, Evertton Araújo surge como um dos poucos pontos positivos do Flamengo em 2026. O volante de 22 anos ganhou mais espaço no elenco principal, soma quatro partidas, três delas como titular, e aparece como forte candidato a iniciar o jogo contra o Sampaio Corrêa, neste sábado, pela última rodada da fase de grupos do Campeonato Carioca.
Filipe Luís sobre Evertton Araújo na reserva do Flamengo: "posso dizer até que em alguns momentos fui injusto..."
O cenário no setor favorece o jovem. Jorginho e De La Cruz ainda buscam melhor condição física, Pulgar oscila de rendimento, Saúl segue em recuperação de cirurgia e Allan aparece no fim da hierarquia. Diante disso, Evertton tem se destacado nos treinamentos e recebeu elogios públicos de Filipe Luís após o empate com o Internacional.
“É verdade que ele está em um grande momento, está muito bem, cobre todos os espaços. Eu imaginei, antes do jogo, ele como titular. Mas por um plano específico, tático, eu optei por começar com o Nico, sabendo que ele não podia fazer mais de 60 minutos. Preferi começar com o Nico e colocar o Evertton. Mas o Evertton teve uma evolução muito grande, posso dizer até que em alguns momentos fui injusto com as escolhas, porque ele sempre que jogou deu conta do recado e só entrou em fogueira”, avaliou o treinador.
Em janeiro, o volante foi alvo do Grêmio, mas o Flamengo optou por não abrir negociações. Internamente, Evertton é bem avaliado pelo departamento de futebol e visto como um jogador com potencial real para ocupar espaço definitivo no time profissional. A expectativa é que ele ganhe mais minutos ao longo da temporada.
Natural de Volta Redonda, Evertton iniciou a carreira nas categorias de base do clube da cidade. Em 2015, deixou o Voltaço e tentou oportunidades em Botafogo e Cruzeiro, sem sucesso. O retorno ao time do interior marcou uma virada: em 2022, após boa campanha na Copa São Paulo de Futebol Júnior, chamou atenção e foi contratado por empréstimo.
O desempenho consistente no sub-20 fez a diretoria optar pela aquisição em definitivo no ano seguinte. Atualmente, Evertton Araújo tem contrato com o Flamengo até dezembro de 2028 e aparece como uma das apostas para a renovação do meio-campo rubro-negro.
Mengão é contrário a Reforma Tributária que colocaria os clubes associativos com alíquota superior a das SAFs no esporte brasileiro
06 Fev 2026 | 15:30 |
O debate em torno da reforma tributária ganhou novo capítulo nesta sexta-feira (6) após críticas públicas de Juca Kfouri ao presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista. Em coluna publicada no UOL, o jornalista classificou como “chantagem” a declaração de Bap sobre a possibilidade de encerrar investimentos nos esportes olímpicos caso a nova tributação para clubes associativos seja confirmada.
“Seu presidente Bap ameaçar parar com os esportes olímpicos caso passe, na reforma tributária, o aumento da tributação dos clubes associativos cheira à chantagem”, escreveu o colunista, apesar de defender a postura rubro-negra contra o modelo de SAFs.
A manifestação de Juca ocorre após a divulgação, pelo clube, de projeções que indicam um impacto financeiro de aproximadamente R$ 728 milhões ao longo de sete anos. Segundo o levantamento interno, o novo modelo tributário tornaria insustentável a manutenção de algumas modalidades olímpicas.
Para o jornalista, porém, o argumento do Flamengo perde força ao desconsiderar benefícios históricos concedidos aos clubes associativos, como isenções fiscais e patrimoniais, além da capacidade de gerar receitas expressivas com a formação e venda de atletas. Ele ressalta, no entanto, que no caso rubro-negro o futebol não é tratado oficialmente como financiador direto das modalidades olímpicas.
Juca Kfouri também contesta a tese de desequilíbrio em relação às SAFs. Na avaliação do colunista, clubes tradicionais operam em um “chão de fábrica isento de tributos”, citando exemplos como isenção de IPTU em centros de treinamento e sedes sociais como o Ninho do Urubu. Segundo ele, ameaçar abandonar esportes olímpicos não contribui para um debate sério sobre a reforma tributária e ainda enfraquece o valor institucional da marca.
A leitura apresentada pelo jornalista contrasta frontalmente com a defesa feita pelo Flamengo. A diretoria sustenta que a reforma, da forma como está desenhada, penaliza quem investe no esporte olímpico e favorece modelos empresariais com fins lucrativos. Na visão rubro-negra, as SAFs concentram-se exclusivamente na operação do futebol e não têm obrigação de reinvestir recursos em outras modalidades, o que ampliaria ainda mais a desigualdade estrutural entre os modelos.