Futebol
21 Set 2024 | 09:39 |
Após a derrota do Flamengo para o Peñarol (URU) por 1 a 0, Tite foi alvo de xingamentos por parte dos torcedores no Maracanã. O treinador, inclusive, tornou-se um tema recorrente nas perguntas direcionadas aos candidatos à presidência do clube. Em entrevistas, os principais postulantes apresentaram opiniões divergentes sobre a continuidade de Tite no comando da equipe.
Rodrigo Dunshee, candidato apoiado pela situação, elogiou Tite, mas afirmou que ainda não tomou uma decisão definitiva sobre a permanência do técnico caso seja eleito. Luiz Eduardo Baptista, o BAP, destacou que precisará de tempo para avaliar a questão.
Wallim Vasconcellos, por sua vez, foi o mais direto em relação à situação de Tite, afirmando que, se eleito, o contrato do treinador não será renovado. Já Maurício Gomes de Mattos adotou uma postura mais evasiva, sem se comprometer. Por fim, Delair Dumbrosck condicionou a continuidade de Tite aos resultados alcançados até o fim da temporada.
Contrato de Tite
O contrato de Tite com o Flamengo vai até dezembro deste ano, o que coloca a decisão sobre sua renovação nas mãos do próximo presidente do clube. A multa rescisória é calculada com base no salário mensal da comissão técnica, que gira em torno de R$1 milhão, multiplicado pelo número de meses restantes no contrato. Portanto, caso Tite fosse demitido agora, faltando três meses para o término do contrato, a multa seria de aproximadamente R$3 milhões. No entanto, a atual diretoria não planeja demitir o treinador antes do final do vínculo.
Declarações recentes dos principais candidatos sobre Tite:
Rodrigo Dunshee:
“Tite é um treinador excepcional, é o nosso comandante. Ainda não tive a oportunidade de discutir com ele sobre o futuro, mas pretendo fazê-lo em breve. Por ora, não tenho uma posição definitiva a respeito.” (Entrevista ao podcast Jannuzzi & Abuzze).
Luiz Eduardo Baptista (BAP):
“Diante das circunstâncias que o Flamengo enfrenta, seria profundamente injusto avaliar o desempenho do Tite de forma negativa. O clube estava em uma situação muito mais complicada antes da sua chegada, e ele ainda está disputando três competições. A responsabilidade pelos desafios não recai exclusivamente sobre a comissão técnica. Vamos avaliar com calma o que é melhor para o Flamengo.” (Entrevista ao podcast Coluna do Fla).
Wallim Vasconcellos:
“Particularmente, não gosto do estilo de jogo do Tite. O contrato dele termina no final do ano e não pretendo renová-lo. O futebol precisa avançar para o século XXI, e não acredito que o Tite esteja alinhado com o que imaginamos para o Flamengo a partir de 2025.” (Entrevista ao jornal Lance).
Maurício Gomes de Mattos (MGM):
Em eventos de campanha, Maurício Gomes de Mattos costuma ser evasivo sobre a permanência de Tite, afirmando que pretende montar uma estrutura profissional para definir o técnico ideal para o início de sua gestão em 2025.
Delair Dumbrosck:
“Se Tite vai continuar ou não, os resultados é que vão determinar. Ele é um excelente técnico, tem uma grande comissão, mas só os resultados dirão.” (Entrevista ao YouTube do Coluna do Fla).
Começo da temporada do Mengão é o pior em mais de 20 anos e clube tenta se restabelecer após aproveitamento abaixo e elenco abaixo fisicamente
05 Fev 2026 | 19:00 |
O Flamengo atravessa em 2026 o pior início de temporada dos últimos 24 anos. Em oito partidas disputadas, a equipe soma apenas uma vitória, dois empates e cinco derrotas, alcançando um aproveitamento de 21%. O desempenho só não é inferior ao registrado em 2002, quando o time não venceu nenhum dos oito primeiros jogos do ano.
Os números evidenciam o quanto a campanha atual foge do padrão histórico recente. Desde o início dos anos 2000, poucas temporadas começaram de forma tão instável quanto a de 2026. Com isso, o Flamengo tenta se reerguer para busca de títulos na atual temporada.
O cenário atual contrasta de forma direta com temporadas recentes. Em 2025, sob o comando de Filipe Luís, o time iniciou o ano com 67% de aproveitamento nos oito primeiros jogos, desempenho que serviu de base para uma temporada marcada por conquistas expressivas. Outro exemplo emblemático ocorreu em 2019, quando a equipe dirigida por Jorge Jesus venceu seis dos oito primeiros compromissos do ano, sofrendo apenas uma derrota e um empate, em um início que antecipava um dos períodos mais vitoriosos de sua história.
O recorte histórico reforça o alerta. Desde 2002, quando o clube teve um início ainda mais dramático, não se via um desempenho tão baixo. Em contraponto, 2011 permanece como referência máxima, com 100% de aproveitamento nas oito partidas iniciais. Diante desse contexto, o início de 2026 se consolida como um ponto fora da curva e impõe a necessidade de reação imediata para evitar que a pior largada em mais de duas décadas se prolongue ao longo da temporada.
Ex-presidente do Mengão é deputado federal e pretende encontrar alternativas para aumento no valor pago por clubes associativos
05 Fev 2026 | 18:00 |
Após o alerta feito pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, sobre os impactos da reforma tributária, outro nome de peso decidiu se posicionar publicamente: Eduardo Bandeira de Mello. Projeções internas indicam que o Flamengo pode enfrentar um prejuízo acumulado de aproximadamente R$ 728 milhões ao longo dos próximos sete anos, caso o novo modelo seja aplicado sem ajustes.
Bandeira de Mello sobre soluções para Reforma Tributária que pode gerar prejuízo ao Flamengo: "Tentando resolver essa situação desde o ano passado..."
A principal crítica apresentada por Bap gira em torno da diferença de tratamento entre clubes associativos e as SAFs. Pelo texto atual, sociedades anônimas do futebol seriam tributadas com alíquota de 6%, enquanto entidades sem fins lucrativos poderiam chegar a 11%, o que ampliaria significativamente os custos operacionais.
Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo e atual deputado federal, reforçou essa preocupação ao afirmar que, mesmo com possíveis mecanismos de compensação, o desequilíbrio seguirá existindo. Segundo ele, a própria estrutura da reforma favorece as SAFs.
“Apesar de os clubes poderem ter uma redução de 60% na alíquota, que ainda vai ser definida, e também a possibilidade de creditamento de despesas, isso certamente não vai compensar a vantagem que as SAFs têm, que foi garantida já pela reforma tributária”, explicou ao canal Resenha Rubro-Negra.
Bandeira também revelou que houve tentativa de corrigir essa distorção durante a tramitação do projeto no Congresso. A Câmara dos Deputados aprovou uma emenda que estendia aos clubes associativos as mesmas alíquotas aplicadas às SAFs, aproximando a carga tributária entre os modelos.
No entanto, a proposta acabou barrada. De acordo com o ex-dirigente, a emenda foi considerada inconstitucional e vetada pela Presidência da República, mantendo um cenário amplamente favorável às sociedades anônimas.
Outro ponto sensível destacado por Bandeira diz respeito aos esportes olímpicos. Com o aumento da carga tributária, a tendência é de redução de investimentos em um departamento que já opera no vermelho. Atualmente, o clube investe cerca de R$ 70 milhões na área, com retorno aproximado de R$ 24 milhões, gerando um déficit anual de R$ 46 milhões.
“Tentando resolver essa situação desde o ano passado, a Câmara aprovou uma emenda de plenário que alterou a regulamentação da reforma tributária e estendeu para os clubes as mesmas alíquotas aplicadas às SAFs. No entanto, essa emenda foi considerada inconstitucional e foi vetada pela Presidência da República”, concluiu Bandeira.
Meia é a mais cara contratação da história do Mengão, mas técnico e os bastidores do clube pregam paciência com o jogador
05 Fev 2026 | 17:00 |
O Flamengo transformou a volta de Lucas Paquetá ao Maracanã em um evento à parte na última quarta-feira. O meia foi recebido com mosaico 3D, bandeirão com seu rosto e uma arquibancada tomada por camisas com o número 20. A celebração também se repetiu no momento do anúncio da escalação, quando o nome do jogador foi um dos mais ovacionados no telão do estádio.
Filipe Luís sobre utilização de Paquetá: "Ele pode jogar em todas as posições do ataque..."
Questionado sobre o encaixe do reforço, Filipe Luís tratou a escalação como um esboço inicial e deixou claro que seguirá testando o jogador em outras funções. Apesar disso, fez questão de destacar a versatilidade e o impacto do meia.
“Ele pode jogar em todas as posições do ataque. Ele encaixa muito bem nessa posição, tem chegada na área, profundidade, domina bem entre linhas, gira, tem gol. Hoje teve duas possibilidades claras. Se associa muito bem com o lateral, consegue fazer essa ida e volta que é exigente. Mas isso não quer dizer que ele só vai jogar ali. O mais importante é que ele é muito determinante. Mesmo não estando na melhor forma física, é um jogador que faz a diferença”, afirmou o treinador do Flamengo.
Filipe Luís escalou o reforço mais caro da história do futebol brasileiro, investimento de R$ 260 milhões, como titular diante do Internacional. A primeira tentativa de encaixe veio em uma função diferente da habitual: Paquetá atuou como falso ponta-direita, ocupando o espaço que normalmente seria de Plata.
Sem a bola, o Paquetá ajudava na marcação pelo setor. Com a posse, flutuava pelo meio, abrindo o corredor para as subidas de Emerson Royal. A dinâmica funcionou em alguns momentos, embora o lateral tenha pecado nos cruzamentos ao longo da partida.
Foi justamente pelo corredor central que Paquetá apareceu com mais perigo. Teve duas finalizações: na primeira, bateu de primeira após uma rebatida na meia-lua, acertando forte, mas facilitando a defesa de Rochet. Já no segundo tempo, infiltrou-se na área e desviou de cabeça um cruzamento de Arrascaeta, que acabou saindo pela linha de fundo. No entanto, também pelo meio surgiu um dos lances decisivos contra: um passe errado do meia deu início à jogada do gol marcado por Borré, que abriu o placar para o Internacional ainda na primeira etapa.