Futebol
23 Set 2023 | 09:49 |
Na véspera da decisão da Copa do Brasil, possivelmente no jogo mais importante do Flamengo nesta temporada, o assunto ainda é a mordida que o vice-presidente de futebol, Marcos Braz, deu na virilha do torcedor Leandro Campos, em um shopping no Rio de Janeiro. Mas o episódio ainda não está totalmente esclarecido porque há conflitos entre as versões do cartola e do torcedor.
Enquanto o episódio vai se desenrolando, dentro do Flamengo, o assunto caiu como uma bomba e mostrou que o dirigente perdeu muita força no clube. Isso porque Marcos Braz não tem apoio dos jogadores do Flamengo após briga com torcedor e aumenta desgaste. O dirigente deu a sua versão sobre o caso e não houve qualquer movimentação dos atletas no intuito de prestar solidariedade.
No clube, as pessoas que se mantêm fiéis a Braz são o diretor Bruno Spindel, o gerente Fabinho Soldado, o presidente Rodolfo Landim, além de Diogo Lemos, membro do Conselhinho de Futebol.
Veja o que disse Braz e o que disse o torcedor:
“Eu estava na loja com a vendedora, e, lá no fundo, duas ou três pessoas, começaram a questionar, fazer cobranças… Eles fizeram de tudo, filmando, eu não abri a boca. Eles foram embora, continuei lá… E aí chega o cara que teve o problema. E aí começam as ameaças, dessa vez de maneira diferente, em relação até a minha filha estar ali… E eu falo ‘já vieram aqui, minha filha está ao lado, você ta me ameaçando’. E ele falando, falando… Eu tenho uma filha de 14 anos, vendo o pai sendo xingado, ameaçado de morte. Isso começou a me tirar do sério. Fui falando com ele, na direção dele, falei sistematicamente que minha filha estava ali. Eu peço desculpas, mas a última frase foi ‘fod*-se a sua filha. O final vocês viram. Eu tenho problema lá, os fatos vão aparecer, foram postados rápido, né, parece que fizeram a conta, 40 segundos… Vocês são jornalistas, sabem mais que eu, estou sendo perseguido há tempos… Fui pra delegacia como o policiamento pediu e eu prestei os esclarecimentos. Deixei claro na delegacia as ameaças de morte, claro as ameaças junto a minha filha, fui ao IML e fui pra casa para tocar a vida de novo”.
O que disse o torcedor
“Em momento algum ameacei ele ou a filha dele. Eu vi ele mordendo. O amigo dele me chutou ainda. Se não fossem os seguranças, talvez fosse ate pior. Não tinha como eu agredir ele… Eu virei as costas e saí andando. Quando eu virei ele já estava atrás de mim de punho cerrado. Ele se desequilibrou e caiu. Ele me puxou, caiu sobre a minha virilha e mordeu…. Não me arrependo de nada porque não fiz nada demais. Virou um problema na minha vida e não estou indo trabalhar. Sou vítima. Não agredi a ele verbalmente nem fisicamente. Em nenhum momento desferi nenhum soco nem nada. Ele (Marcos Braz) mentiu em praticamente tudo. Que eu ameacei ele, que ele estava transtornado, que eu tenho cara de psicopata. Ele só ouviu eu falando que eu pedi para sair do Flamengo”.
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O Flamengo tem poder financeiro para investir de forma significativa na janela de transferências, mas isso não significa uma postura agressiva em número de contratações. A estratégia adotada pela diretoria é clara: reforços pontuais, sem pressa e com foco na manutenção de um elenco que já se mostra competitivo para a temporada de 2026.
Internamente, o clube trabalha com a premissa de preservar seus principais jogadores e resistir às investidas de outros times. Até o momento, todas as sondagens por atletas considerados titulares foram descartadas. A avaliação é de que só propostas consideradas irrecusáveis serão analisadas, sempre com o objetivo de fortalecer o grupo, e não enfraquecê-lo.
Dentro desse planejamento, o Flamengo abriu espaço no elenco com a negociação de jogadores fora dos planos, como Viña e Juninho. Allan e Michael também aparecem como possíveis saídas, caso as conversas avancem nas próximas semanas. No cenário de chegadas, a diretoria trabalha com a contratação de dois ou três reforços. O primeiro nome confirmado para 2026 é o zagueiro Vitão, adquirido junto ao Internacional. Além disso, o clube busca opções para o gol e para o ataque.
Para a posição de goleiro, Gabriel Brazão segue como alvo, embora o Santos adote postura rígida nas negociações. O próprio jogador avalia o cenário, incluindo a possibilidade de disputar posição com Rossi. No ataque, o Flamengo tentou a contratação de Kaio Jorge, mas o Cruzeiro recusou todas as propostas. Os movimentos reforçam a estratégia inicial de buscar atletas que atuam no futebol brasileiro, especialmente aqueles que se destacaram na temporada de 2025 nas posições consideradas prioritárias.
Diante das dificuldades, o clube ampliou o mapeamento para fora do país. O atacante Marcos Leonardo, atualmente no Al-Hilal, aparece entre os nomes avaliados internamente. O meio-campo também pode ganhar atenção caso a saída de Allan avance. Nesse cenário, a tendência seria investir em um jogador com características mais ofensivas, e não necessariamente em um volante, posição considerada bem preenchida após a segunda janela de 2025.
A diretriz é contratar jogadores mais jovens, capazes de disputar posição e contribuir de forma efetiva ao longo da temporada, evitando contratações apenas para compor elenco. Com poucas perdas e um grupo forte, campeão brasileiro e da Libertadores em 2025, o Flamengo se permite agir sem pressa, o que garante vantagem estratégica no mercado.
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Após acertar com o Santos, Gabigol pode tentar reeditar uma parceria de sucesso do passado. O clube paulista demonstrou interesse na contratação de Bruno Henrique, camisa 27 do Flamengo, com o objetivo de remontar a dupla de ataque que marcou época no futebol brasileiro. Os primeiros contatos já teriam sido realizados com os representantes do atacante rubro-negro.
De acordo com o portal Agência RTI, o dirigente Alexandre Mattos fez uma sondagem inicial para entender as condições de uma possível negociação logo após conversas com Gabigol. Durante as tratativas para deixar o Cruzeiro e acertar com o Santos, o atacante teria indicado o nome de Bruno Henrique como reforço. Desde então, Mattos mantém diálogo com os empresários Denis Ricardo e Wellington Paulo.
A estratégia do clube paulista é clara: só avançar em uma negociação com o Flamengo caso haja uma sinalização positiva do jogador. Nos bastidores, Alexandre Mattos entende que qualquer conversa com o clube carioca só deve ocorrer após um eventual acordo prévio com Bruno Henrique, algo que ainda não aconteceu.
Bruno Henrique adota postura cautelosa em relação ao futuro. Embora a ideia agrade internamente à comissão técnica santista, comandada por Juan Pablo Vojvoda, o atacante ainda não decidiu se irá ouvir uma proposta formal. Ídolo do Flamengo, ele tem contrato válido até o fim de 2026 e estará apto a assinar um pré-contrato a partir de julho.
Pessoas próximas ao camisa 27 indicam que existe, inclusive, a possibilidade de aposentadoria ao final da temporada, hipótese já mencionada publicamente pelo próprio jogador, embora nenhuma decisão definitiva tenha sido tomada.
“O meu desejo, a minha vontade é terminar aqui no Flamengo. Acho que esse momento está chegando ao fim, de jogar esse último ano e, quem sabe, pendurar as chuteiras”, afirmou Bruno Henrique após a conquista do Campeonato Brasileiro. Até o momento, o Flamengo não foi procurado oficialmente pelo Santos e não se manifestou sobre qualquer possibilidade de negociação envolvendo o atacante.
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O São Paulo apresentou uma proposta oficial ao Flamengo para contar com Allan por empréstimo. A resposta rubro-negra foi positiva, mas com uma condição clara: a aquisição em definitivo de Marcos Antônio. A sinalização já foi feita ao clube paulista, e as conversas entre os representantes dos atletas foram iniciadas, com todos os cenários colocados à mesa. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornalista Venê Casagrande.
Um dos trunfos do Flamengo nas tratativas é José Boto. O dirigente mantém ótima relação com Marcos Antônio desde os tempos em que atuava como chefe de scouting do Shakhtar Donetsk, período em que indicou a contratação do jogador. Essa proximidade é vista como um fator que pode facilitar o diálogo com o atleta.
Apesar do avanço, a negociação está momentaneamente travada. Nos bastidores, a diretoria do São Paulo informou que nenhuma decisão será tomada antes do dia 14, data em que será votado o pedido de impeachment do presidente Julio Casares. O entendimento interno é de que uma possível saída de Marcos Antônio, destaque da equipe em 2025, poderia gerar desgaste político e repercussão negativa entre torcedores.
Com isso, até a definição do cenário político no clube paulista, Allan não será liberado por empréstimo, e Marcos Antônio seguirá sem uma posição definitiva sobre uma eventual transferência para o Flamengo. Mesmo diante da indefinição, Allan já sinalizou positivamente ao projeto apresentado pelo São Paulo. O volante, inclusive, recebeu contatos de Dorival Júnior, técnico do Corinthians, mas optou por aguardar o desfecho das conversas entre os clubes.
Marcos Antônio atingiu as metas previstas em contrato, o que obrigou o São Paulo a exercer a compra de 80% dos direitos econômicos do jogador junto à Lazio, por 4,5 milhões de euros. Por esse motivo, qualquer negociação ocorre diretamente com o clube paulista, e não mais com a equipe italiana.