Futebol
Bap intervém no futebol do Flamengo e tem 'papo sério' com Filipe Luís
23 Fev 2026 | 10:54
Futebol
15 Jun 2024 | 06:39 |
Entre os dias 20 de junho e 14 de julho, período de disputa da Copa América-2024, Palmeiras e Flamengo disputarão sete partidas oficiais. Já Corinthians, São Paulo e a maioria dos times da Série A irão a campo seis vezes cada. O Brasil pode até não estar sozinho, mas é exceção na decisão de não paralisar o seu calendário do futebol durante o período de realização da principal competição de seleções do continente.
Além do país pentacampeão mundial, somente mais três das 16 nações participantes da Copa América (Canadá, Estados Unidos e Uruguai) resolveram manter seus campeonatos nacionais rolando normalmente durante o torneio que irá decidir a melhor seleção das Américas.
Como é lá fora?
A maior parte das nações que irão a campo na Copa América já encerrou seus torneios nacionais de primeiro semestre e só retomarão as atividades no fim de julho (como Paraguai e Colômbia) ou vão dar um tempo na liga até o encerramento do continental (caso da Argentina e do Chile).
Dentre as federações filiadas à Conmebol, quem foge a essa regra é o Uruguai. Sua primeira divisão até adiou algumas partidas, mas tem rodadas programadas para os dias 22/23 de junho, 6 de julho e 13 de julho.
Já a MLS, liga que reúne times norte-americanos e canadenses, não irá alterar em nada o seu calendário tradicional. Mesmo com a maioria das partidas disputado no mesmo país que estará recebendo a Copa América, ela seguirá sendo jogada no ritmo normal, com rodadas semanais.
O mesmo vale para a Premier League canadense, principal campeonato que reúne apenas clubes do Canadá. Ela, no entanto, é vista até dentro de casa como uma liga de segundo escalão, já que as maiores forças locais estão na MLS.
No Brasil, até 36 desfalques
Considerando as listas preliminares divulgadas por cada participante (as convocações oficiais ainda não estão fechadas), a Copa América pode provocar até 36 desfalques em clubes brasileiros.
Esses atletas, aliás, já estão fora de ação por seus times desde o começo do mês, uma que foram inicialmente liberados para os amistosos marcados para o período da Data Fifa e agora estão participando da pré-temporada das suas seleções.
Só o Flamengo, líder do Brasileirão, deve ceder cinco jogadores para a competição: Matías Viña, Guillermo Varela, Giorgian de Arrascaeta e Nicolás de la Cruz (Uruguai), além de Erick Pulgar (Chile).
Por isso, o próprio Fla e outros oito times participantes da Série A chegaram a fazer uma solicitação formal à CBF, ainda em fevereiro, para que pelo menos quatro rodadas da competição nacional coincidentes com a Copa América fossem adiadas.
O pedido foi negado pela entidade devido à falta de datas disponíveis no calendário nacional.
Brasil será o último a estrear
A partida de estreia do Brasil, contra a Costa Rica, no dia 24, em Inglewood, nos arredores de Los Angeles, será a última da primeira rodada da Copa América.
Após repercussão negativa, treinador do Flamengo usa coletiva para explicar termo "caso isolado", repudia discriminação e reforça apoio ao atacante
23 Fev 2026 | 12:00 |
Após a vitória sobre o Madureira, o técnico Filipe Luís aproveitou a coletiva para esclarecer uma polêmica recente. O treinador comentou a repercussão negativa de declarações feitas após o jogo contra o Lanús, quando classificou como “caso isolado” o episódio de racismo envolvendo Vinícius Júnior. A fala foi interpretada por parte do público como uma minimização do ocorrido.
Filipe afirmou que suas palavras foram mal interpretadas e reforçou que jamais teve a intenção de diminuir a gravidade do racismo. Ele declarou apoio total a Vinícius Júnior e destacou que tanto ele quanto o Flamengo estão ao lado do atacante na luta contra o preconceito racial.
"Como falei um dia antes, para um meio de comunicação, se ele fez isso, não cabe a mim julgar. Se ele fez, que ele pague com força. Eu chegar e falar é fácil, fazer camiseta é fácil, tudo é muito fácil. Difícil é punir", disse o treinador.
O treinador também condenou de forma enfática qualquer ato racista e cobrou punições severas aos responsáveis. Segundo ele, o combate ao racismo precisa ir além de discursos simbólicos e exige ações concretas. “Racismo é crime”, reforçou durante a entrevista.
Sobre a expressão “caso isolado”, Filipe explicou que se referia especificamente ao episódio ocorrido naquela partida na Argentina. Ele destacou que reconhece a existência de racismo estrutural em diversos países, incluindo Argentina, Portugal e Brasil, e que não negou a gravidade do problema.
Por fim, Filipe Luís admitiu tristeza com a repercussão e afirmou que o desgaste emocional após a derrota pode ter prejudicado sua clareza na ocasião. Ele reiterou o apoio do Flamengo a Vinícius Júnior e reforçou o compromisso do clube na luta contra o racismo.
"O Flamengo apoia todas as causas do Vini sempre. Queria só esclarecer isso, porque fiquei bastante triste com toda a repercussão que aconteceu, e vocês me conhecem. Mas tudo bem, espero que esteja esclarecido e bola para frente”, concluiu o treinador.
Treinador cita ansiedade do elenco como fator para queda de rendimento, recusa vitimismo diante dos protestos da arquibancada
23 Fev 2026 | 11:45 |
Nem mesmo a vitória por 3 a 0 sobre o Madureira, que encaminhou a classificação do Flamengo para a final do Campeonato Carioca, foi capaz de esconder o clima de tensão no Maracanã. Em entrevista coletiva concedida após o triunfo deste domingo (22), o técnico Filipe Luís não se esquivou das perguntas difíceis.
O comandante assumiu a responsabilidade pelo momento de instabilidade da equipe e analisou os fatores que levaram aos protestos vindos da arquibancada. O treinador foi direto ao reconhecer que o desempenho em campo, apesar do resultado positivo no Estadual, ainda está distante do potencial que o elenco rubro-negro pode oferecer nesta temporada.
Ao analisar a performance da equipe, Filipe Luís chamou para si a culpa pela falta de brilho nas atuações recentes. O técnico identificou o aspecto psicológico como uma barreira atual, citando a ansiedade e o receio de cometer erros como elementos que vêm travando o desenvolvimento natural das jogadas.
"Quando você vê o Flamengo não performando com o elenco que tem, é culpa do treinador, seja quem estiver aqui. Não tenho dúvida que tenha alguém quebrando mais a cabeça que eu para estarmos naquele nível do ano passado. Acho que tem a questão mental e de ansiedade, o medo de errar, e todas as peças vão caindo e pioram a performance", avaliou Filipe Luís.
O ambiente hostil, marcado por vaias antes do apito inicial e durante o intervalo da partida, foi tratado com naturalidade e compreensão pelo ex-lateral. Filipe Luís rechaçou qualquer postura de vitimismo e afirmou que a "carência" de apoio sentida pelo grupo é reflexo direto dos tropeços recentes. Para ele, o carinho do torcedor não se pede, se conquista com futebol.
"Sobre as vaias, a gente entende. Os jogadores precisam de carinho, mas não podemos pedir isso. Precisam mostrar em campo. A gente está carente, digamos, mas por culpa nossa", pontuou o treinador do Flamengo após a vitória.
Titular na vitória sobre o Madureira, zagueiro reconhece dívida com a torcida, justifica celebrações contidas e projeta decisão da Recopa contra o Lanús
23 Fev 2026 | 11:21 |
Mesmo após a vitória por 3 a 0 sobre o Madureira neste domingo (22), pela semifinal do Campeonato Carioca, o clima entre os jogadores do Flamengo não foi de euforia. Titular na partida, o zagueiro Danilo explicou na zona mista do Maracanã o motivo das comemorações discretas durante os gols e fez uma análise sincera sobre a fase atual da equipe, já projetando a decisão da Recopa Sul-Americana.
Ao ser questionado sobre a postura séria do time, Danilo não se esquivou. O defensor reconheceu que o desempenho coletivo está aquém do que o elenco pode oferecer e do que a torcida exige. Segundo ele, o triunfo no Estadual era uma obrigação, o que justifica a ausência de festas exageradas após balançar as redes.
"Sabemos que estamos muito aquém daquilo que é o potencial desse elenco, daquilo que o Flamengo pede e que a torcida demanda de nós. Obviamente, hoje não existia outro resultado a não ser a vitória para nós. Até por isso, por entender que não é um momento de festa, de fazer muita algazarra, os gols tiveram uma comemoração um pouco mais comedida e reflexiva", afirmou o jogador.
Com foco total na quinta-feira (26), quando o Flamengo encara o Lanús pelo jogo de volta da Recopa, Danilo reforçou o compromisso do grupo em reverter o resultado adverso da ida e conquistar o título no Maracanã. O zagueiro, que se declara flamenguista, afirmou entender a frustração e as cobranças vindas da arquibancada.
Danilo enaltece torcida: "O Flamengo é do povo"
"O torcedor está no direito, deve demandar de nós, porque a gente está aqui para isso: para vencer e ter atuações importantes. O Flamengo é do povo, eles demandam, pagam ingresso, nos empurram. Cabe a nós ter lucidez em campo", declarou.
Para a decisão continental, Danilo pregou equilíbrio. Segundo o atleta, o time precisará atacar, mas com responsabilidade defensiva para não sofrer contratempos. "Temos que ser inteligentes, temos que ser lúcidos. Tenho absoluta confiança de que quinta-feira vai ser uma noite importante para nós", finalizou.