Clube
10 Jun 2024 | 13:09 |
A eleição para o futuro presidente do Flamengo ainda não tem data marcada, mas, pelo estatuto do clube, precisa ocorrer nos primeiros dez dias de dezembro. Ou seja, no máximo daqui a exatos seis meses. Apesar da proximidade, hoje o cenário no clube é de absoluta indefinição sobre a sucessão de Rodolfo Landim.
O processo de escolha de um nome para manter unida a base de Landim vem se mostrando difícil. O presidente nomeou uma comissão liderada por Diogo Lemos, membro do Conselhinho de Futebol, para preparar um balanço de seus dois mandatos e um plano de governo para o próximo triênio antes da escolha oficial do candidato, a ser escolhido pela base de apoio.
Entretanto, membros da atual gestão não esperaram a oficialização e já se movimentam desde o início do ano para consolidar sua candidatura. O nome preferido de Landim é o vice-presidente geral Rodrigo Dunshee de Abranches, mas boa parte dos integrantes da gestão prefere o presidente do Conselho de Administração Luiz Eduardo Baptista, o Bap.
Um terceiro nome vindo da gestão Landim também já colocou sua candidatura: Mauricio Gomes de Mattos, ex-vice-presidente de Embaixadas e Consulados. Em busca de um nicho eleitoral, Mattos, que tem apoio de sócios mais antigos no clube e tenta mobilizar os poucos eleitores off-Rio remanescentes, também tem buscado apoios entre a oposição.
Oposição não se entende nem sobre objetivo em eleição
O cenário na oposição é ainda mais indefinido que o na base de apoio a Landim. O único consenso entre os diferentes grupos parece ser que é preciso haver um candidato único. A partir daí, as divergências são grandes desde o objetivo até os meios.
Parte da oposição acredita que não há chances de ganhar a eleição e o importante é ocupar espaços na gestão e impedir a vitória de Dunshee, que veem como pior cenário, e assim cogita buscar uma composição com Bap. Outra parte vê uma chance real de vitória desde que a situação chegue de fato dividida entre Dunshee e Bap, desde que haja só mais uma candidatura. Para isso, seria preciso uma composição com Mattos que podia ter até o próprio ex-VP como candidato.
A oposição chegou a ensaiar uma aliança com o ex-vice-presidente de Finanças de Landim Wallim Vasconcelos à frente, mas as conversas neste sentido acabaram depois que Wallim fez um discurso agressivo contra os aliados do ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello durante uma reunião do Conselho Deliberativo.
O próprio Bandeira de Mello não conseguiu vencer as resistências de parte da oposição a seu nome, principalmente por conta de ele responder processo pelo incêndio no Ninho do Urubu. O nome mais forte que surgiu como opção que uniria toda a oposição é do ex-vice-presidente jurídico Flávio Willeman, mas ele hesita em assumir a responsabilidade por conta de questões profissionais.
Manifesto contra SAF e planos de Landim para o futuro
Na semana passada, então, houve um movimento para começar a viabilizar outros nomes que teve como pontapé inicial a divulgação de um manifesto contra a transformação do Flamengo em SAF assinado por Walter Monteiro – que foi candidato em 2021 e terminou em terceiro lugar, um voto atrás de Marco Aurélio Assef, inelegível este ano e não visto como opositor real -, Gilberto de Oliveira Barros e Carlos Ferrão.
Os três conseguiram movimentar a eleição com o manifesto, com tanto Dunshee quanto Bap dando recados de que também eles seriam contra a SAF, embora Landim defenda a possibilidade para a construção de um estádio.
O próprio Landim, aliás, continua decidido, como informou o MRN, a disputar a próxima eleição para a presidência do Conselho Deliberativo. Lá, ele controlaria a caneta para pautar a discussão da SAF. Por isso, a oposição tem conversado também para encontrar um nome forte capaz de concorrer com Landim nesta eleição, que acontece após a votação para a presidência do Flamengo.
Embora a inscrição de candidaturas só aconteça em setembro, a expectativa é que até o fim deste mês haja uma definição mais clara sobre os postulantes à eleição no Flamengo.
Clube já tem o maior faturamento do futebol brasileiro e foi o primeiro a ultrapassar a marca de R$ 2 bi, mas o presidente planeja ainda mais
20 Mai 2026 | 17:00 |
Pela primeira vez na história do futebol brasileiro, o Flamengo alcançou a marca de R$ 2 bilhões em receita anual. Mesmo diante do recorde histórico, a diretoria rubro-negra já trabalha com metas ainda mais ambiciosas para os próximos anos. O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, revelou que o objetivo do clube é atingir R$ 3 bilhões em faturamento até 2030.
Durante participação no videocast “Sport Insider”, do canal N Sports, o mandatário explicou que o crescimento planejado não depende apenas do futebol dentro de campo. Segundo Bap, o Flamengo prepara uma série de projetos paralelos para ampliar significativamente as receitas do clube nos próximos anos.
“Tem uma série de coisas que vamos fazer que não têm absolutamente nada a ver com futebol que vão turbinar esse aumento de receita. Quando se olha para direito de transmissão, número de partidas, ticket médio, premiação, não tem como crescer olhando de maneira ortodoxa. Tendo uma visão mais heterodoxa, vai caber mais R$ 1 bilhão em três, quatro anos”, afirmou o presidente.
O crescimento financeiro recente do Flamengo reforça o otimismo da diretoria. Em 2021, o clube ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 1 bilhão em receita. Apenas quatro temporadas depois, o Rubro-Negro dobrou esse valor e chegou aos R$ 2 bilhões. Agora, a expectativa é repetir o salto financeiro até o fim da década.
Entre os projetos em andamento, o Flamengo pretende lançar uma marca própria de roupas voltada para o público feminino. Batizada de “Gávea”, a linha de moda casual foi planejada após estudos de mercado indicarem o forte potencial de consumo desse segmento.
Além disso, o clube também deseja investir no setor imobiliário. Um dos planos da diretoria envolve a construção de um hotel cinco estrelas na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. Com as novas iniciativas, o Flamengo busca ampliar receitas fora das quatro linhas e consolidar ainda mais a posição como clube mais poderoso financeiramente da América do Sul.
Em fim de contrato com o Mengão, atleta vê nos EUA o local ideal para ter mais tempo em quadra e desenvolver seus talentos
13 Mai 2026 | 09:00 |
A saída de Helena Wenk do Sesc Flamengo ganhou novos capítulos após declarações de Paulo Coco, auxiliar técnico da Seleção Brasileira e treinador do Atlanta (EUA). Em entrevista ao portal “Olimpíada Todo Dia”, o comandante comentou sobre o desenvolvimento da ponteira de 1,99m em meio à despedida da atleta do Rubro-Negro rumo ao exterior.
Mesmo sem confirmar oficialmente a contratação de Helena pelo Atlanta, equipe que disputa a LOVB, liga profissional dos Estados Unidos, Paulo Coco reforçou um ponto que já vinha sendo debatido entre torcedores rubro-negros: a necessidade de mais tempo em quadra para a evolução da jovem atleta.
Segundo o treinador, o mais importante neste momento da carreira da ponteira é encontrar um ambiente que permita crescimento técnico e sequência de jogos em alto nível. No Sesc Flamengo, Helena alternou momentos de destaque e partidas no banco de reservas sob comando de Bernardinho. Apesar de ter sido peça importante na semifinal diante do Praia Clube, a jovem acabou perdendo espaço justamente na reta decisiva da temporada.
A falta de sequência entre as titulares é vista como um dos fatores que dificultaram o desenvolvimento pleno da atleta no time principal. Para Paulo Coco, jogadoras com o porte físico e o potencial técnico de Helena precisam atuar regularmente para alcançar o mais alto nível do voleibol internacional. A expectativa é de que, nos Estados Unidos, a ponteira consiga a rodagem necessária para evoluir de forma mais consistente e ganhar protagonismo.
Com a saída de Helena Wenk, o Flamengo já se movimentou no mercado para reforçar o elenco visando a temporada 2026/27. Entre os nomes confirmados estão Ariele e Jaque, que chegam para fortalecer o grupo comandado por Bernardinho.
Mesmo assim, a despedida da jovem promessa segue gerando debates entre os torcedores rubro-negros. Isso porque Helena era considerada uma das principais joias recentes das categorias de base do clube e tinha grande expectativa de crescimento dentro do projeto do Sesc Flamengo.
Mengão volta a abordar o aumento de impostos para os clubes associativos em relação às SAFs e como isso pode prejudicar modalidades no Brasil
09 Mai 2026 | 21:00 |
O Flamengo utilizou os canais oficiais neste sábado (09) para fazer um alerta sobre o futuro dos esportes olímpicos no Brasil. Em vídeo publicado no YouTube, o clube rubro-negro demonstrou preocupação com os impactos da nova reforma tributária sobre entidades esportivas sem fins lucrativos e afirmou que diversas modalidades podem ficar ameaçadas nos próximos anos.
A produção divulgada pela Flamengo TV trata o tema como uma questão urgente para o esporte nacional. Ao longo do conteúdo, atletas, especialistas e representantes ligados ao setor esportivo destacam possíveis consequências da mudança na legislação, principalmente para clubes formadores que dependem de incentivos fiscais para manter projetos sociais e modalidades olímpicas.
Uma das vozes presentes no vídeo é a da judoca Rosicleia Campos, que chamou atenção para os impactos além do alto rendimento esportivo. Segundo a ex-atleta, o trabalho realizado pelos clubes vai muito além da formação de campeões. “Os clubes não formam só atletas, formam seres humanos”, destacou Rosicleia durante a gravação.
A preocupação central é de que o aumento da carga tributária provoque redução de investimentos, fechamento de projetos e até encerramento de modalidades esportivas, afetando diretamente crianças e jovens atendidos pelos clubes.
O debate gira em torno da Lei Complementar 224, de 2025. De acordo com o Flamengo e representantes do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), a nova legislação coloca entidades esportivas associativas em situação de desvantagem em relação às SAFs. Atualmente, as Sociedades Anônimas do Futebol recolhem cerca de 6% sobre a receita bruta.
Já os clubes sem fins lucrativos, que tradicionalmente reinvestem recursos em formação esportiva e projetos sociais, perderam benefícios históricos previstos anteriormente. Segundo o advogado Felipe Cavalcante, representante do CBC, a tributação para clubes como o Flamengo pode chegar a 11% a partir de 2027: “Não queremos melhoria, só queremos a manutenção do que temos”, afirmou o especialista durante o vídeo divulgado pela Flamengo TV.
Mesmo diante das dificuldades financeiras e do novo cenário tributário, o Flamengo segue mantendo importante presença nos esportes olímpicos brasileiros. Atualmente, o clube possui modalidades como ginástica artística, judô, nado artístico, natação, polo aquático, remo, vôlei e basquete.
Entretanto, o Rubro-Negro já precisou encerrar algumas atividades neste ano, como a canoagem e o remo paralímpico, reflexo das dificuldades enfrentadas para sustentar financeiramente os projetos esportivos. Com o vídeo publicado neste sábado, o Flamengo tenta ampliar o debate público sobre o tema e pressionar autoridades para revisão das medidas que, segundo o clube, podem comprometer o futuro do esporte olímpico nacional.