Futebol
01 Abr 2024 | 14:39 |
O colunista Mauro Cezar Pereira destacou no Posse de Bola do UOL, que não é apenas o Flamengo que pode perder Gabigol, mas também Gabigol perder o Flamengo. Na opinião de Mauro, não é hora de discutir renovação de contrato, ainda mais com o atacante suspenso até 2025.
Veja as falas do jornalista:
'Tem o risco do Gabriel perder o Flamengo também': "Muita gente fala: 'Ah, ele vai deixar o Gabigol na pista'. Como ele vai renovar contrato com um cara que está suspenso, que há muito tempo não joga bem e que na negociação que começaram a fazer no ano passado de forma equivocada, o Departamento de Futebol, travou no Landim inclusive, não por conta dele só, mas por conta da pressão que ele sofreu dentro do clube, queria aumento e tudo mais. O que justifica um aumento de salário e um contrato longo para o Gabriel, ainda mais agora que ele está suspenso? Analisando tecnicamente, não justifica, e ele estando suspenso, também não justifica. Ah, tem o risco de perder um ídolo. E tem o risco também de ele perder o Flamengo. É isso que as pessoas têm que pensar - tem o risco do Gabriel perder o Flamengo. Ir para outro clube e virar um jogador secundário".
'Falar da renovação do Gabriel hoje é loucura sem sentido':
"Se ele for para o Corinthians ou sei lá aonde, ele vai ter que ralar muito, mostrar muito futebol, fazer muitos gols, para ser respeitado e amado pela torcida. O que ele não está conseguindo fazer nem no Flamengo, então por que ele não procura fazer isso desde já? Ele não vinha fazendo, até esse ano estava se esforçando, mas não estava rolando e agora está suspenso até que se prove o contrário por conta de uma atitude totalmente tola. Tudo isso é desnecessário. O clube está sendo até muito elegante com ele, está o defendendo, está recorrendo. Você não vê ninguém do clube atacar o jogador publicamente, nos bastidores os caras podem estar muito 'p' da vida com ele, e motivos não faltam porque ele está desfalcando o time. Hoje, o correto, se ele for realmente suspenso e não conseguir mudar esse cenário, é ele ficar em banho-maria, a lei dá ao Flamengo de suspender os salários dele e renovar o contrato por um período de inatividade. Então, se ele cumprir a suspensão até abril, ele pode ter o contrato automaticamente renovado até janeiro de 2026. Falar da renovação do Gabriel hoje é loucura, não tem sentido"
'O que seria o Gabigol sem o Flamengo?'
"Não é uma questão do que o Landim acha, mas do que ele tem que fazer, o dinheiro não é dele, é do clube, simples assim. Não tem cabimento hoje renovar o contrato do cara nessas condições. É importante também pensar no outro lado, a importância do Gabriel para o Flamengo e a importância do Flamengo para o Gabriel. O que seria o Gabigol sem o Flamengo? O que ele era antes do Flamengo? Um jogador que bateu na Europa e não ficou, uma grande promessa do Santos antes disso, jogou em dois times europeus sem destaque, mal jogou, e no Flamengo ele se transformou. Então, como vai ser o Gabriel fora do Flamengo, ainda mais o Gabriel desse último ano? Não foi uma fase ruim, foi uma temporada muito ruim, inclusive com algumas declarações muito infelizes que ele protagonizou. Nesse aspecto, o Landim está certo".
Jogador é destaque do Coxa mesmo com 17 anos e é visto como uma grande promessa do futebol brasileiro, chamando a atenção do Mengão
04 Mar 2026 | 15:35 |
O volante Khensane não vestirá a camisa do Flamengo em 2026. O Coritiba recusou a proposta rubro-negra e decidiu manter o jovem de 17 anos, nascido em Belo Horizonte. A ideia era reforçar a equipe sub-20, mas o clube paranaense travou a negociação.
Segundo o jornalista Venê Casagrande, o jogador só será liberado mediante o pagamento integral da multa rescisória, fixada em R$ 30 milhões para o mercado nacional. O contrato com o Coritiba é válido até o fim de 2028, o que dá segurança jurídica ao Alviverde na condução do caso.
Internamente, Khensane é tratado como o “Pogba brasileiro”, apelido que remete à força física, boa estatura e qualidade na saída de bola. Antes mesmo do interesse do Flamengo se tornar público, o atleta já despertava atenção fora do país.
Clubes como a Roma e o Olympique de Marselha solicitaram período de testes no exterior, mas a diretoria do Coritiba recusou qualquer possibilidade de liberação, priorizando o desenvolvimento do volante no elenco profissional.
Filho de pai moçambicano, Khensane também já foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-17 e é considerado uma das principais promessas da base do clube paranaense. Caso o acordo tivesse avançado, o jogador chegaria ao Flamengo para fortalecer o projeto das categorias de base.
Clima pesado com os jogadores fica mais claro após a demissão do técnico Filipe Luís e postura no dia a dia incomoda outros profissionais do Ninho
04 Mar 2026 | 13:45 |
A saída de Filipe Luís deixou ainda mais visível a situação do diretor de futebol do Flamengo, José Boto, que já vinha enfrentando insatisfação interna no Ninho do Urubu. Atletas e funcionários apontam vaidade, pouca comunicação direta e até exigências de serviços particulares como motivos de incômodo. A informação é da ESPN.
Boto mantém contato diário com o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e é descrito como inflexível e, em algumas situações, grosseiro. Entre suas exigências inusitadas, funcionários devem se dirigir a sua residência na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, a cada duas semanas para limpeza e organização, mesmo com toda a infraestrutura do Ninho do Urubu, que conta com serviço de hotelaria interno.
No dia a dia do futebol, o diretor português circula sempre acompanhado por três seguranças e impõe regras inusitadas, como impedir que qualquer pessoa passe em frente ao banco de reservas durante o aquecimento dos jogadores, seja em partidas dentro ou fora de casa.
O distanciamento entre Boto e os atletas ficou mais evidente após a reunião no CT, na terça-feira (3), que ocorreu logo depois da demissão de Filipe Luís. Na ocasião, o diretor destacou que os jogadores tiveram responsabilidade na saída do técnico, e o grupo absorveu a fala sem reagir. O comportamento vaidoso do dirigente é frequentemente notado pelos atletas.
Após vitórias, Boto cumpre o protocolo e entra em campo para cumprimentar os jogadores. No entanto, durante derrotas, como na Supercopa do Brasil contra o em Brasília, ele permaneceu no túnel de acesso ao gramado, fumando, gerando comentários internos: “Ué, cadê o chefe? Agora não aparece?”, comentou um dos líderes do elenco, segundo a ESPN.
3ª Vara Cível do Rio de Janeiro acatou pedido de empresa de eventos que alega que o Mengão não pagou valores previstos em contratos de publicidade
04 Mar 2026 | 13:00 |
A Justiça do Rio de Janeiro determinou que o Flamengo apresente, no prazo de até 15 dias, documentos e informações financeiras referentes às receitas de publicidade do Maracanã entre 2023 e 2025. A decisão atende a uma ação movida pela empresa Futuro Eventos, que afirma ser parceira na operação dos painéis de LED do estádio e alega não ter recebido valores previstos em contrato de divisão de receitas. A informação é do portal ‘GE’.
O processo tramita na 3ª Vara Cível da Capital e trata de obrigações decorrentes de relação contratual entre as partes. Na decisão, a juíza Maria Cristina Barros Gutierrez Slaibi reconheceu a existência de vínculo que obriga o clube a prestar contas, determinando a apresentação de contratos firmados, valores arrecadados e comprovantes de repasses. A magistrada também rejeitou preliminares levantadas pela defesa rubro-negra e negou o pedido para incluir o Fluminense como réu na ação.
Com a entrega dos documentos, o caso avançará para a fase de análise das contas e possível auditoria dos valores envolvidos. Caso o Flamengo não cumpra o prazo estabelecido, poderá sofrer consequências processuais, como a perda do direito de contestar posteriormente os números apresentados pela parte autora. Se os dados forem apresentados, a discussão passará à verificação detalhada de contratos, valores, notas fiscais, extratos e repasses.
Segundo a ação, os contratos previam que, quando a comercialização fosse realizada pelo Flamengo, a Futuro Eventos teria direito a 40% da receita, mediante prestação de contas. A empresa, representada pelo advogado José Antonio Carim, sustenta que, desde 2019, não recebeu relatórios financeiros, contratos com anunciantes, valores arrecadados, notas fiscais ou qualquer repasse. O clube teria alegado que os contratos são “sigilosos” e mencionado uma suposta dívida para justificar a retenção de equipamentos da parceira.
Nesta etapa, a Justiça analisou apenas a existência do dever de prestar contas, sem entrar no mérito financeiro da disputa. Procurado pela reportagem, o Flamengo informou que ainda não tinha ciência da decisão, publicada nesta quarta-feira no Diário da Justiça Eletrônico do Estado do Rio de Janeiro.