Futebol
Jogador do Santos volta a falar sobre interesse do Flamengo: "Fez uma proposta..."
08 Abr 2026 | 14:56
Futebol
20 Ago 2024 | 10:08 |
No último domingo, o Flamengo foi goleado pelo Botafogo, no estádio Nílton Santos. Na coletiva de imprensa, Tite voltou a citar o calendário do futebol brasileiro, como um dos possíveis motivos para o fracasso rubro-negro para o rival. Nesse sentido, o jornalista do UOL, Rodrigo Mattos, acredita que o técnico do Flamengo ficou devendo algumas explicações quanto ao desempenho do time.
O colunista participou, ao lado do jornalista Bruno Braz, da live do Flamengo e destacou:
"[O calendário] É um fator, só que ele se prendeu para explicar o jogo por um fator só. Ele não explicou os fatores que foram culpa dele, que é o caso das mexidas que ele fez na virada do intervalo e que, taticamente, deixou o jogo mais facilitado para o Botafogo" , disse Mattos.
"Ele pensou em um negócio de ficar marcando, ter mais gente dentro da área. O que aconteceu é que o Botafogo chegava pela ponta, jogava a bola por baixo e não a bola por cima. Aí, não adianta ter um monte de zagueiro encaixotado se o outro time tem muito espaço pelas pontas para cruzar para a chegada de um chute. Eu contei 19 chutes a gol do Botafogo, sendo que nove foram na direção do gol. O Rossi pegou um monte de bola, pênalti. Então, acho que ele tinha que dar explicações também sobre os erros dele", completou.
Rodrigo Mattos aponta que o problema do calendário deve ser colocado à mesa, mas faz ponderações sobre a análise da partida.
"Na época ele era técnico da seleção, não falava nada do calendário, né? Ele tem razão nas críticas, mas não foi só esse fator. Tiveram outros fatores e responsabilidades dele. Acho que ele tá falando pouco sobre essas coisas. Não é uma exclusividade do Tite. Todo técnico brasileiro não gosta de falar dos pontos fracos e falam de outras coisas que, às vezes, têm razão, como é o caso desse calendário, mas em geral dá uma desviada de foco do que são os erros deles".
Bruno Braz lembrou os desfalques, mas acredita que o placar elástico do Alvinegro teve influência das escolhas do treinador. O jornalista citou a mudança no meio de campo que fez o time de Artur Jorge ganhar ainda mais terreno no clássico.
"Eu acho que a goleada em si foi muito na conta do Tite, das mudanças que ele fez. A partir das mudanças que ele fez, principalmente no meio de campo. Ele perdeu o meio de campo para o Botafogo. Tudo bem que eram vários desfalques importantes, e isso contou, mas acho que o placar ficou na conta do Tite", declarou Bruno Braz.
Rodrigo Mattos indicou o que pode ter sido um erro de avaliação da comissão técnica e diretoria. "É uma escolha estratégica. Lá atrás, escolheu escalar todos os titulares na Copa do Brasil contra o Palmeiras, e prejudicar o desempenho no Campeonato Brasileiro, que era a competição mais importante. Você força em uma competição nesses jogos lá atrás, vai estourar aqui."
Atacante balançou as redes no segundo tempo para garantir o triunfo rubro-negro por 2 a 0 em território peruano; VAR foi protagonista ao anular gol
08 Abr 2026 | 23:26 |
Flamengo iniciou sua caminhada na Conmebol Libertadores 2026 com um resultado fundamental fora de casa. Na noite desta quarta-feira (08), a equipe comandada por Leonardo Jardim venceu o Cusco FC por 1 a 0, no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, a 3.350 metros de altitude.
O herói da noite foi Bruno Henrique, que marcou de cabeça para selar a vitória em um confronto marcado pelo equilíbrio físico e por intervenções decisivas da arbitragem de vídeo. Mesmo com o ar rarefeito, o Rubro-Negro conseguiu controlar as ações na maior parte do tempo, suportando a pressão final dos peruanos e somando os primeiros três pontos no Grupo A da competição continental.
O primeiro tempo foi de domínio territorial do Flamengo. Adaptando-se rapidamente à velocidade da bola na altitude, o time carioca quase abriu o placar logo aos 4 minutos com Gonzalo Plata, que parou em grande defesa do goleiro Díaz. Lucas Paquetá, assumindo o protagonismo na criação, seguiu a estratégia de arriscar de longa distância.
O camisa 10 levou perigo em três oportunidades, obrigando Díaz a trabalhar em batidas colocadas. O Cusco, por sua vez, apostou em contra-ataques e teve sua melhor chance em chute forte de Silva, defendido com segurança por Rossi, mantendo o placar zerado até o intervalo.
O placar foi inaugurado aos 13 minutos do segundo tempo. Gonzalo Plata serviu Ayrton Lucas na ponta esquerda, que cruzou com precisão para Bruno Henrique testar firme no canto, sem chances para o goleiro. Pouco depois, o VAR tornou-se protagonista: o árbitro chegou a marcar um pênalti contra o Flamengo, mas voltou atrás ao constatar que a bola havia saído pela linha de fundo anteriormente.
Nos minutos finais, o técnico Alejandro Orfila promoveu mudanças que tornaram o Cusco muito mais agressivo. O Flamengo sentiu o desgaste físico e passou a sofrer com investidas de Tévez e Manzaneda. O goleiro Rossi e o volante Evertton Araújo foram fundamentais em bloqueios providenciais dentro da área.
Nos acréscimos, o Rubro-Negro ainda teve chances de ampliar e aos 46 minutos do segundo tempo, Arrascaeta, com muita insistência, conseguiu marcar de cabeça e superar o goleiro. Flamengo vence e estreou com o 'pé direito' em busca do penta.
Consórcio que administra o complexo esportivo profissionaliza a gestão de eventos para atrair turnês internacionais e ampliar a arrecadação financeira
08 Abr 2026 | 22:45 |
O Maracanã está prestes a consolidar sua posição como uma das principais arenas multiuso do mundo. Sob a administração da dupla Flamengo e Fluminense, o complexo esportivo deve oficializar, ainda no mês de abril, uma parceria estratégica com a promotora de eventos 30e.
O objetivo do acordo é terceirizar a gestão e a comercialização de grandes espetáculos, seguindo um modelo de sucesso já implementado pela empresa no Allianz Parque, em São Paulo. A iniciativa reflete uma mudança na mentalidade do consórcio gestor, que foca na rentabilização do estádio em períodos de vacância do calendário esportivo.
A informação, antecipada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, aponta para uma profissionalização das áreas não ligadas ao futebol para garantir um fluxo constante de receitas e entretenimento de alto nível na capital carioca.
Com a chegada da 30e, o cronograma de eventos do Maracanã passará por uma reformulação profunda para acomodar turnês de escala internacional sem prejudicar a integridade do gramado ou o calendário de jogos oficiais.
A meta é utilizar a infraestrutura modernizada e o peso histórico do estádio para atrair artistas globais que buscam um palco de referência na América do Sul. A expectativa é que o faturamento gerado por essa nova gestão de entretenimento comece a impactar os cofres de Flamengo e Fluminense já na segunda metade deste ano, transformando o complexo em um ativo financeiro ainda mais robusto para os clubes.
O contrato em fase de conclusão não se limita apenas ao estádio principal. O Maracanãzinho, tradicional palco de esportes de quadra e apresentações culturais, também está incluído no pacote de gestão da promotora 30e. A inclusão do ginásio permite a realização de eventos de menor porte, porém com alta rotatividade de público e demanda frequente, otimizando a utilização de todo o complexo.
A capital federal lidera a disputa interna brasileira para sediar a decisão continental, enfrentando a concorrência de Argentina, Paraguai e Colômbia
08 Abr 2026 | 22:00 |
Enquanto o Flamengo e os demais clubes sul-americanos iniciam a disputa pela "Glória Eterna" em 2026, os bastidores da Conmebol já projetam o futuro do torneio. A entidade máxima do futebol continental deu início aos processos de análise para selecionar a sede da grande final da Copa Libertadores de 2027.
Com o Uruguai já confirmado como o palco da decisão da atual temporada, quatro nações apresentaram candidaturas para receber o evento no próximo ano, movimentando a política esportiva da região. A escolha da sede definitiva passará por critérios técnicos de infraestrutura, capacidade hoteleira e logística de transporte, visando repetir o sucesso das edições anteriores em formato de jogo único.
Dentro do território brasileiro, o favoritismo mudou de mãos nas últimas semanas. Embora o Rio de Janeiro seja sempre uma opção natural, o Distrito Federal consolidou-se como o principal candidato do país. O argumento central para a escolha de Brasília reside na infraestrutura do Estádio Mané Garrincha.
A arena, revitalizada para a Copa do Mundo de 2014, comporta mais de 70 mil espectadores e ainda não sediou uma final única da Libertadores, diferente do Maracanã, que já recebeu o evento em duas ocasiões. Para clubes com torcidas nacionais, como o Flamengo, atuar na capital federal é visto como uma vantagem estratégica, dada a forte presença de torcedores rubro-negros na região.
A concorrência internacional promete ser rigorosa, com propostas que visam diferentes benefícios para a Conmebol. A Argentina busca manter o protagonismo do sul do continente ao oferecer o Estádio Ciudad de La Plata como sede. Simultaneamente, ganha corpo a candidatura de Assunção, no Paraguai, que apela para a facilidade logística por abrigar a sede administrativa da própria entidade.
Por outro lado, a Colômbia tenta levar a decisão para Barranquilla, defendendo a necessidade de descentralizar os grandes eventos esportivos, tradicionalmente concentrados no eixo Brasil-Argentina, promovendo uma maior integração entre as federações da América do Sul.