Clube
05 Ago 2024 | 12:54 |
Ginasta do Flamengo, Rebeca Andrade emocionou o Brasil e o mundo ao derrotar Simone Biles no solo. Não deu para conseguir medalha na trave, mas a última e derradeira apresentação de Rebeca em Paris 2024 culminou no melhor momento das Olimpíadas: a medalha de ouro, fazendo de Rebeca uma bicampeã olímpica, já que em 2020, ficou em primeiro no salto.
Tanta emoção não pode ficar guardada, e a atleta brasileira deu entrevista emocionante à Globo. Rebeca Andrade precisou superar lesões no joelho, e após duas cirurgias, passou por cima dessas complicações para participar e só queria terminar bem e sem novas lesões. Mas o que tinha sido reservado para ela era muito maior do que isso.
“(O choro) foi por ter terminado a competição inteira. Orei bastante para Deus, todos os dias, antes mesmo de vir para cá, pedindo para que fosse uma competição boa, que aproveitasse, para que eu conseguisse voltar sem me lesionar, que nada ruim acontecesse. Então o choro foi por isso. Disse, ‘eu não acredito, mas acredito porque foi o que pedi a Deus’. Estou inteira, eu curti, eu vivi Paris, vivi tudo e terminei com chave de ouro. Estou explodindo”, se emociona Rebeca, que também contou:
“Estou muito feliz e orgulhosa das minhas apresentações. Mesmo tendo algumas falhas na trave, eu segurei firme. O fato depois de faltar só solo. ‘Não, agora só falta solo, vamos lá’. Eu fiz o meu melhor, tanto na trave quanto no solo e o ouro veio”, completa.
Rebeca Andrade deixa futuro em aberto
A ginasta respondeu sobre essa ter sido sua última apresentação no solo. Ela já havia alertado sobre a complexidade de seguir se apresentando por conta das lesões no joelho. Mas Rebeca responde deixando o futuro em aberto, dando a entende que pode, sim, voltar a se apresentar em Los Angeles.
“Eu acho que sim, mas o futuro a Deus pertence”, responde Rebeca, que também falou sobre o momento da conquista: “Vai ficar na cabeça de vocês e na minha”.
Técnico Chico Porath fala sobre conquista
Outra entrevista foi de Chico Porath, técnico de Rebeca Andrade com enorme ligação com a atleta. Chico comenta a apresentação de Rebeca na trave, mas acredita que as pontuações são próximas e a decisão aconteceu no detalhe, sem contestar o resultado.
“Em dois aparelhos, último dia da Olimpíada. Falei, vamos aproveitar, Rebeca, essa série. Você não falhou nenhum dia. Vamos segurar. Faltou uma ligação ali na trave. O resultado o árbitro dá, final é assim mesmo, fica tudo pertinho. Final de barra foi muito tensa. Mas deu tudo certo, Deus estava guardando algo muito maior para o solo e a gente foi muito feliz”,
Chico diz ainda que se emociona até com os treinos de Rebeca, já que ela precisou superar as lesões para ter uma performance tão grandiosa.
“Não podia ser diferente. É muito difícil preparar ela para fazer solo. Eu fico emocionado até quando ela treina. Quando ela consegue uma série de solo no treino também me emociona. Ver que ela fez o máximo dela no último dia. Todo mundo estava cansado, solo para ela é o que mais desgasta. Sempre buscamos recuperá-la”, finaliza.
Clube já tem o maior faturamento do futebol brasileiro e foi o primeiro a ultrapassar a marca de R$ 2 bi, mas o presidente planeja ainda mais
20 Mai 2026 | 17:00 |
Pela primeira vez na história do futebol brasileiro, o Flamengo alcançou a marca de R$ 2 bilhões em receita anual. Mesmo diante do recorde histórico, a diretoria rubro-negra já trabalha com metas ainda mais ambiciosas para os próximos anos. O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, revelou que o objetivo do clube é atingir R$ 3 bilhões em faturamento até 2030.
Durante participação no videocast “Sport Insider”, do canal N Sports, o mandatário explicou que o crescimento planejado não depende apenas do futebol dentro de campo. Segundo Bap, o Flamengo prepara uma série de projetos paralelos para ampliar significativamente as receitas do clube nos próximos anos.
“Tem uma série de coisas que vamos fazer que não têm absolutamente nada a ver com futebol que vão turbinar esse aumento de receita. Quando se olha para direito de transmissão, número de partidas, ticket médio, premiação, não tem como crescer olhando de maneira ortodoxa. Tendo uma visão mais heterodoxa, vai caber mais R$ 1 bilhão em três, quatro anos”, afirmou o presidente.
O crescimento financeiro recente do Flamengo reforça o otimismo da diretoria. Em 2021, o clube ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 1 bilhão em receita. Apenas quatro temporadas depois, o Rubro-Negro dobrou esse valor e chegou aos R$ 2 bilhões. Agora, a expectativa é repetir o salto financeiro até o fim da década.
Entre os projetos em andamento, o Flamengo pretende lançar uma marca própria de roupas voltada para o público feminino. Batizada de “Gávea”, a linha de moda casual foi planejada após estudos de mercado indicarem o forte potencial de consumo desse segmento.
Além disso, o clube também deseja investir no setor imobiliário. Um dos planos da diretoria envolve a construção de um hotel cinco estrelas na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. Com as novas iniciativas, o Flamengo busca ampliar receitas fora das quatro linhas e consolidar ainda mais a posição como clube mais poderoso financeiramente da América do Sul.
Em fim de contrato com o Mengão, atleta vê nos EUA o local ideal para ter mais tempo em quadra e desenvolver seus talentos
13 Mai 2026 | 09:00 |
A saída de Helena Wenk do Sesc Flamengo ganhou novos capítulos após declarações de Paulo Coco, auxiliar técnico da Seleção Brasileira e treinador do Atlanta (EUA). Em entrevista ao portal “Olimpíada Todo Dia”, o comandante comentou sobre o desenvolvimento da ponteira de 1,99m em meio à despedida da atleta do Rubro-Negro rumo ao exterior.
Mesmo sem confirmar oficialmente a contratação de Helena pelo Atlanta, equipe que disputa a LOVB, liga profissional dos Estados Unidos, Paulo Coco reforçou um ponto que já vinha sendo debatido entre torcedores rubro-negros: a necessidade de mais tempo em quadra para a evolução da jovem atleta.
Segundo o treinador, o mais importante neste momento da carreira da ponteira é encontrar um ambiente que permita crescimento técnico e sequência de jogos em alto nível. No Sesc Flamengo, Helena alternou momentos de destaque e partidas no banco de reservas sob comando de Bernardinho. Apesar de ter sido peça importante na semifinal diante do Praia Clube, a jovem acabou perdendo espaço justamente na reta decisiva da temporada.
A falta de sequência entre as titulares é vista como um dos fatores que dificultaram o desenvolvimento pleno da atleta no time principal. Para Paulo Coco, jogadoras com o porte físico e o potencial técnico de Helena precisam atuar regularmente para alcançar o mais alto nível do voleibol internacional. A expectativa é de que, nos Estados Unidos, a ponteira consiga a rodagem necessária para evoluir de forma mais consistente e ganhar protagonismo.
Com a saída de Helena Wenk, o Flamengo já se movimentou no mercado para reforçar o elenco visando a temporada 2026/27. Entre os nomes confirmados estão Ariele e Jaque, que chegam para fortalecer o grupo comandado por Bernardinho.
Mesmo assim, a despedida da jovem promessa segue gerando debates entre os torcedores rubro-negros. Isso porque Helena era considerada uma das principais joias recentes das categorias de base do clube e tinha grande expectativa de crescimento dentro do projeto do Sesc Flamengo.
Mengão volta a abordar o aumento de impostos para os clubes associativos em relação às SAFs e como isso pode prejudicar modalidades no Brasil
09 Mai 2026 | 21:00 |
O Flamengo utilizou os canais oficiais neste sábado (09) para fazer um alerta sobre o futuro dos esportes olímpicos no Brasil. Em vídeo publicado no YouTube, o clube rubro-negro demonstrou preocupação com os impactos da nova reforma tributária sobre entidades esportivas sem fins lucrativos e afirmou que diversas modalidades podem ficar ameaçadas nos próximos anos.
A produção divulgada pela Flamengo TV trata o tema como uma questão urgente para o esporte nacional. Ao longo do conteúdo, atletas, especialistas e representantes ligados ao setor esportivo destacam possíveis consequências da mudança na legislação, principalmente para clubes formadores que dependem de incentivos fiscais para manter projetos sociais e modalidades olímpicas.
Uma das vozes presentes no vídeo é a da judoca Rosicleia Campos, que chamou atenção para os impactos além do alto rendimento esportivo. Segundo a ex-atleta, o trabalho realizado pelos clubes vai muito além da formação de campeões. “Os clubes não formam só atletas, formam seres humanos”, destacou Rosicleia durante a gravação.
A preocupação central é de que o aumento da carga tributária provoque redução de investimentos, fechamento de projetos e até encerramento de modalidades esportivas, afetando diretamente crianças e jovens atendidos pelos clubes.
O debate gira em torno da Lei Complementar 224, de 2025. De acordo com o Flamengo e representantes do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), a nova legislação coloca entidades esportivas associativas em situação de desvantagem em relação às SAFs. Atualmente, as Sociedades Anônimas do Futebol recolhem cerca de 6% sobre a receita bruta.
Já os clubes sem fins lucrativos, que tradicionalmente reinvestem recursos em formação esportiva e projetos sociais, perderam benefícios históricos previstos anteriormente. Segundo o advogado Felipe Cavalcante, representante do CBC, a tributação para clubes como o Flamengo pode chegar a 11% a partir de 2027: “Não queremos melhoria, só queremos a manutenção do que temos”, afirmou o especialista durante o vídeo divulgado pela Flamengo TV.
Mesmo diante das dificuldades financeiras e do novo cenário tributário, o Flamengo segue mantendo importante presença nos esportes olímpicos brasileiros. Atualmente, o clube possui modalidades como ginástica artística, judô, nado artístico, natação, polo aquático, remo, vôlei e basquete.
Entretanto, o Rubro-Negro já precisou encerrar algumas atividades neste ano, como a canoagem e o remo paralímpico, reflexo das dificuldades enfrentadas para sustentar financeiramente os projetos esportivos. Com o vídeo publicado neste sábado, o Flamengo tenta ampliar o debate público sobre o tema e pressionar autoridades para revisão das medidas que, segundo o clube, podem comprometer o futuro do esporte olímpico nacional.