Futebol
23 Abr 2024 | 06:50 |
Um confronto do Campeonato Português acabou com cenas lamentáveis e um jogador formado na base do Flamengo acabou sofrendo tristes consequências, neste domingo (21). Torcedores que assistiam ao confronto entre Chaves e Estoril, invadiram o gramado e agrediram o jogador. Marcelo Carné, goleiro revelado pelo Mengão, que atua pelo Estoril, foi o principal alvo das agressões. A partida ficou paralisada por 20 minutos por causa da invasão feita por adeptos da equipe da casa e só voltou para a normalidade após intervenções feitas pela autoridade policial. O atleta ainda foi expulso pelo árbitro do confronto, por se defender das agressões.
O goleiro cria do Flamengo ainda foi vítima de algo a mais, além da agressão. A diretoria do Chaves, teria alegado que o responsável pelo incidente teria sido o próprio Marcelo Carné, o que piorou ainda mais a situação. Torcedores do adversário do Estoril apedrejaram o ônibus da equipe após o término da partida. A equipe do Estoril pediu para a Federação Portuguesa de Futebol, a impugnação da partida, devido ao caso. Ignacio Beristain, presidente do clube, ainda foi enfático ao falar sobre as lamentáveis cenas.
“Os nossos jogadores, ao se defenderem da agressão, foram expulsos pelo árbitro. Todos que estavam aqui viram que não havia condições para continuar o jogo. Atletas foram agredidos no gramado. Pedimos para o árbitro suspender a partida, mas ele decidiu continuá-la num contexto que não era para jogar futebol. Quem foi agredido sofreu o prejuízo”, declarou.
Por meio de uma nota oficial, a organização do Campeonato Português também se manifestou sobre o caso: “A Liga Portugal condena de forma veemente os incidentes hoje ocorridos durante o jogo entre o GD Chaves e o Estoril Praia e pede aos torcedores à adoção de comportamentos responsáveis, condizentes com o espetáculo que deve ser, sempre, um jogo de futebol. A Liga Portugal solicita também as autoridades competentes a serem implacáveis com quem, graças a atitudes inadmissíveis, perturbou o normal desenrolar do encontro em questão”.
O atleta Marcelo Carné não chegou a disputar nenhuma partida oficial pela equipe profissional do Flamengo, segundo dados do site oGol. Após várias temporadas na divisão de base, o goleiro foi constantemente emprestado pela diretoria rubro-negra. Carné chegou no futebol português em 2022, para atuar pelo Marítimo, antes de defender as cores do Estoril, clube que atua nos dias de hoje e em que o Cria do Mengão sofreu o incidente.
É importante lembrar que o goleiro titular do Chaves é Hugo Souza, jogador que também foi formado na base do Flamengo. A partida terminou empatada em 2 a 2 e os dois crias estavam em campo defendendo as respectivas metas.
Atacante era visto como jogador ideal para o modelo de jogo pensado por Filipe Luís, mas o Cruzeiro rejeitou as ofertas do Mengão
14 Fev 2026 | 14:00 |
O Cruzeiro mostrou força no mercado ao recusar investidas milionárias do Flamengo e assegurar a permanência de Kaio Jorge. Além de manter o atacante, a Raposa também ampliou o vínculo contratual do camisa 9.
O dono da SAF, Pedro Lourenco, atuou diretamente nas negociações. O dirigente conversou com o jogador e deixou claro que não tinha a intenção de negociá-lo com o clube da Gávea, considerado concorrente direto por títulos relevantes.
Apesar da resistência ao interesse nacional, o estafe do centroavante projeta a chegada de propostas do futebol europeu no meio do ano. A janela de julho e agosto costuma ser a mais movimentada do calendário internacional.
Internamente, a expectativa é de que, diante de uma oferta entre 35 e 40 milhões de euros (cerca de R$ 216 milhões a R$ 247 milhões), a postura da diretoria mineira possa ser diferente. A avaliação é de que uma negociação para o exterior teria outro peso estratégico.
Enquanto o futuro é debatido nos bastidores, Kaio Jorge mantém o foco no desempenho dentro de campo, após uma temporada sendo o artilheiro do Brasileirão. O atacante delega a condução de sondagens e tratativas aos representantes e à cúpula cruzeirense.
A temporada de 2025 marcou o auge da carreira do jogador até aqui. Embora o início de 2026 tenha sido menos impactante, o camisa 9 já demonstrou reação ao marcar dois gols na última partida do Campeonato Mineiro, diante do América-MG. A torcida do Cruzeiro, por sua vez, não trabalha com a hipótese de saída imediata e aposta em uma temporada ainda mais consistente do artilheiro ao longo de 2026.
Atacante, ex-Mengão, marca o gol da vitória de sua equipe que alcança segunda colocação no Campeonato Mexicano e celebra bom início
14 Fev 2026 | 13:00 |
Ex-Flamengo, Juninho Vieira segue em alta no início da trajetória pelo Pumas UNAM. Nesta sexta-feira (13), o atacante marcou o gol da vitória por 3 a 2 sobre o Puebla FC, fora de casa, em duelo válido pelo Campeonato Mexicano (Clausura).
O lance decisivo saiu aos 42 minutos do segundo tempo, quando a partida caminhava para um empate em 2 a 2. Juninho recebeu dentro da área, girou sobre a marcação e finalizou entre as pernas do goleiro Daniel Gutiérrez, garantindo a virada dos Auriazules.
Em apenas sete jogos pelo clube mexicano, o atacante soma três gols e duas assistências, conquistando rapidamente espaço e identificação com a torcida. Fiel ao estilo irreverente, Juninho comemorou com a já conhecida homenagem das mãos formando o “V” de Vieira. Após a partida, o jogador destacou o foco no trabalho diário:
“Trabalho todos os dias para dar o meu melhor e a recompensa vem nos jogos. Nada substitui o trabalho bem feito. Sei que esse meu início de trajetória aqui no México é animador, estou conseguindo entregar o que é necessário, mas vou em busca de mais. Agradeço meus companheiros e todo o clube pelo suporte e agora é dar sequência na caminhada para seguir buscando os resultados.”
Atuando fora de casa, o Pumas precisou reagir após sair atrás por 2 a 0. Juninho começou no banco de reservas, mas entrou no decorrer da partida e foi decisivo para assegurar os três pontos. Com o triunfo, a equipe chega à vice-liderança do Clausura, somando 12 pontos em seis jogos, e mantém o bom momento na competição.
Mengão adquiriu espaço para construção de seu próprio estádio, mas ruínas históricas tem chances de gerar mais burocracia e dificuldades para o projeto
14 Fev 2026 | 12:00 |
O especialista e arquiteto Fabrício Chicca revelou, em participação no canal Barbacast, que sondagens realizadas no terreno do Gasômetro, adquirido pelo Flamengo para a construção do futuro estádio, identificaram vestígios de um antigo porto ou cais, possivelmente datado do século XVII.
A descoberta, por se tratar de área inserida na zona histórica do Rio de Janeiro, foi imediatamente comunicada ao Instituto do Patrimonio Historico e Artistico Nacional (IPHAN), responsável por avaliar a relevância do material encontrado e determinar os próximos passos. Internamente, o Flamengo acompanha de perto cada etapa do processo.
O desdobramento dependerá da classificação do IPHAN. Caso o achado seja considerado de menor relevância, o material poderá apenas ser documentado e removido. Em um cenário intermediário, pode ser necessária uma extração cuidadosa, o que impactaria o cronograma da obra.
Já em caso de reconhecimento de alto valor histórico, o sítio arqueológico poderá ter que ser integralmente preservado. Fabrício Chicca avalia como improvável a inviabilização total do projeto. Contudo, admite que, se o vestígio for considerado excepcional e estiver localizado exatamente na área das fundações principais, o planejamento poderá passar por ajustes estruturais.
Existe ainda a alternativa de adaptação arquitetônica, com eventual incorporação da ruína ao futuro estádio como elemento histórico e cultural, solução que conciliaria preservação e modernidade. O Mais Querido planeja uma arena para mais de 70 mil pessoas no local.
Internamente, o Flamengo trata o empreendimento como um projeto de longo prazo. A diretoria, liderada pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, adota postura cautelosa diante do cenário econômico atual, marcado por juros elevados.
Curiosamente, o eventual atraso provocado pela questão arqueológica pode oferecer um respiro estratégico ao clube. Como já sinalizado pela presidência, a postergação permitiria atravessar o período de crédito caro com maior segurança jurídica e menos pressão imediata para início das obras.